Bolsa egípcia fecha em queda de 9,54% com crise política

O índice EGX-30 da Bolsa Egípcia, que compreende Cairo e Alexandria, fechou em queda forte, de 9,54%, aos 4.917,73 pontos, neste domingo diante dos protestos da população contra a decisão do presidente Mohammed Morsi de ter poderes absolutos no Egito. Por causa disso, Morsi já está sendo chamado na imprensa egípcia e internacional de "o novo faraó".

As negociações na bolsa foram suspensas por 30 minutos nessa primeira sessão após o anúncio do presidente. A queda de hoje foi maior do que a observada no início da Revolução Egípcia em 25 de janeiro de 2011, quando a Bolsa caiu 6,25%.

Os conflitos continuaram neste domingo entre manifestantes e as forças de segurança perto da Praça Tahrir e sinais de gás lacrimogêneo podiam ser visto no céu da região. Pedras eram jogadas na Embaixada dos Estados Unidos e barreiras foram colocadas para proteger os prédios do governo.

Na última quinta-feira, Morsi emitiu emendas constitucionais que aumentam seu poder, concedem imunidade à maioria parlamentar islâmica e reabrem investigações sobre abusos cometidos pelo regime de Hosni Mubarak. Com as mudanças, o líder egípcio coloca-se acima do monitoramento da Justiça, em parte ainda leal aos militares que comandaram o país por seis décadas. As informações são de jornais do Egito e Dow Jones.

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