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Bolsa e dólar encerram pregão perto da estabilidade;

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na ressaca da reforma do Imposto de Renda, o Ibovespa fechou em alta de 0,14%, a 127.429,17 pontos, nesta segunda-feira (28) em mais uma sessão de queda das ações de bancos.

O governo federal encaminhou na sexta (25) à Câmara dos Deputados proposta que, entre outros pontos, introduz tributação sobre dividendos pagos aos investidores e alterações na taxação de investimentos em renda fixa, fundos e Bolsa, com a fixação de uma alíquota única de tributação, sem diferenciação para aplicações de prazo menor, como ocorre atualmente. Na ocasião, o Ibovespa cedeu 1,74%.

As ações de bancos, conhecidas pelo pagamento regular de dividendos, recuaram na sexta e nesta segunda.

Itaú Unibanco perdeu 1,14% e Bradesco recuou 0,49% nesta sessão, uma vez que os bancos estavam entre os principais beneficiários da dedutibilidade do JCP (juros sobre capital próprio). O Santander recuou 1,11%.

Para analistas do Credit Suisse, o efeito negativo com o fim do JCP deve superar o impacto positivo da redução da alíquota do IR.

BTG Pactual destoou e subiu 3,12%, em meio à divulgação de procedimentos relacionados ao desdobramento das ações que compõem o capital social de 1 para 4.

Apesar da reação inicial negativa dos investidores, "acredito que a Reforma Tributária não seja um risco estrutural ao mercado", escreveu em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. "Alguns termos irão mudar e os preços [devem] se ajustar pontualmente."

Na visão do estrategista da RB Investimentos Gustavo Cruz, o mercado respondeu na sexta como se medidas propostas fossem o novo cenário, sem espaço para negociação, "algo que não parece muito provável dado o histórico recente". Ele lembrou que as reformas encaminhadas pelo governo têm adotado um texto mais amplo, com "gordura" para negociações.

O índice de fundos imobiliários da Bolsa também voltou a cair, recuando 0,71%. A proposta prevê a tributação da distribuição de ganhos deste investimento, hoje isentas.

Nesta segunda, o dólar teve leve queda de 0,16%, a R$ 4,9280. O dólar turismo está a R$ 5,0930. Na última sessão, na esteira da notícia, a moeda americana subiu 0,6%.

O dólar segue abaixo da marca psicológica de R$ 5 e acumula perda de aproximadamente 4,75% contra a divisa brasileira até agora em 2021.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 teve alta de 0,23% e Nasdaq, de 0,98%, ambos em novos recordes, uma vez que a queda nos rendimentos dos títulos de Tesouro americano favoreceu a alta de papéis de tecnologia na sessão. Dow Jones caiu 0,44%.

No Brasil, um dos destaques foi a Ambev, que subiu 3,24% em sessão de recuperação, após tombo de 5,57% na última sexta, na esteira do anúncio das medidas tributárias. Analistas veem a empresa como uma das mais afetadas pelo fim do mecanismo de JCP proposto pelo governo. O Bradesco BBI calcula um efeito negativo de 10,6% nos lucros da Ambev em 2022 e de 7,5% em 2023 a partir das mudanças tributárias propostas pelo governo.

Já a Vale cedeu 1,6%, apesar da alta dos futuros do minério de ferro na China. Na visão de analistas da Safra Corretora, no setor de mineração e siderurgia, o fim do JCP tende a ter um impacto maior nas empresas com alta distribuição de lucros, como Vale. Por outro lado, veem como maiores beneficiários potenciais da redução da alíquota de IR aqueles com a maior alíquota efetiva dos últimos anos e que fizeram pouco ou nenhum pagamento de JCP, como Usiminas, que subiu 0,48%.

CVC avançou 3,62%, apoiada nesta sessão por relatório do Bank of America que elevou para compra a recomendação para os papéis da operadora de turismo. Na visão da equipe de Robert E. Ford Aguilar, a renegociação de dívidas e aumentos de capital garantem a sobrevivência da CVC e a posicionam bem em relação aos rivais para financiar o crescimento à medida que as viagens se recuperam. No ano, os papéis sobem cerca de 45%.

Qualicorp valorizou-se 3,34%, após anunciar nesta segunda parceria com o Banco Inter e a Inter Seguros para comercialização de planos de saúde coletivos por adesão. "A parceria deve trazer bons frutos, principalmente para a Qualicorp, que poderá chegar a um maior número de clientes, podendo ganhar escala junto ao Banco Inter", afirmou a Guide Investimentos. Banco Inter subiu 1,29%.

Cielo caiu 1,36%, após renúncia de Mauro Ribeiro Neto como presidente e membro do conselho de administração da empresa de meios de pagamentos. O colegiado ainda irá deliberar qual de seus integrantes será o presidente do colegiado.

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