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Bolsa dos EUA deve perder a vantagem sobre o mercado europeu

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- As ações dos EUA entregam desempenho melhor que no resto do mundo há anos, primeiro pela predominância de suas empresas de tecnologia durante a pandemia e, em seguida, ao liderar a distribuição de vacinas que permitiram a retomada das atividades. A mentalidade que coloca as ações americanas em primeiro lugar contribuiu para que o índice S&P 500 superasse por cinco anos consecutivos seu equivalente europeu. Foi o maior período de vitórias já observado. Mas parece que esta sequência está prestes a terminar.

Embora tenha se desvencilhado de um período de dois meses de fraqueza e retomado níveis recordes na semana passada, o índice de referência do mercado acionário americano está atrás do Stoxx Europe 600 desde janeiro. Os investidores são atraídos pelo maior número de ações cíclicas e de valor na Europa, além da menor participação de empresas de tecnologia, que têm sido afetadas por preocupações relativas ao aumento da inflação.

As economias europeias estão apenas começando a sair das medidas de confinamento da pandemia, por isso os investidores enxergam mais espaço para valorização de papéis de setores que podem se beneficiar desse movimento, como o de energia. Ademais, o Banco Central Europeu está determinado a fornecer estímulo monetário abundante para acelerar a recuperação econômica.

Indo além dos problemas do setor de tecnologia, as ações dos EUA enfrentam a possibilidade de aumento dos impostos corporativos e o espectro de um banco central menos amigável. A mudança se reflete nos fundos negociados em bolsa (exchange-traded funds ou ETFs). Nos últimos três meses, ETFs europeus atraíram dinheiro no ritmo mais rápido desde 2017, enquanto os fluxos para fundos dos EUA diminuíram, segundo dados da Bloomberg.

“É consistente com a noção de que os EUA já estão no auge da fase de recuperação”, escreveu Gina Martin Adams, estrategista-chefe de renda variável da Bloomberg Intelligence, em relatório. Os ativos dos EUA “ficaram caros e o crescimento dos lucros futuros provavelmente ficará para trás do resto enquanto o país enfrenta a inflação vertiginosa e uma reversão lenta porém iminente do suporte governamental”.

Uma informação notável é como os dados econômicos se comparam com as projeções dos analistas. Enquanto as surpresas com a economia dos EUA penderam brevemente para o lado negativo no mês passado, os resultados na Zona do Euro se mantiveram elevados. Enquanto isso, a inflação atropela as expectativas e o receio é que o banco central dos EUA seja obrigado a apertar a política monetária se os preços ao consumidor seguirem altos.

A exposição relativamente pequena dos EUA a ações cíclicas ajudou o mercado americano a ter um melhor desempenho durante o lockdown. Agora, a situação se inverteu. Produtores de commodities e bancos estão voltando com tudo após a recessão. Estes segmentos representam 17% do S&P 500, mas quase 30% do Stoxx Europe 600.

Isso ajudou a colocar os EUA no fim da fila em se tratando de lucros corporativos. O lucro das componentes do S&P 500 deve aumentar 35% neste ano, comparado a uma previsão de 46% para o índice europeu, segundo estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg Intelligence. Mesmo assim, com base na razão preço-lucro, o S&P 500 está mais caro, com prêmio de 25%.

“O perfil de lucros, particularmente na Europa, é mais forte”, disse Liz Ann Sonders, estrategista-chefe de investimentos da Charles Schwab. “Há um movimento maior em aspectos como o crescimento geral dos lucros devido à maior ciclicidade associada a essas economias em comparação com os EUA. Além disso, os múltiplos estão menores.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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