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Bolsa descola do exterior e fecha em alta com mudanças na reforma do IR

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Investidores reagiram positivamente à nova versão da proposta de reforma do IR (Imposto de Renda) nesta terça-feira (13), levando o Ibovespa a descolar do viés negativo do exterior. Segundo parecer do relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), o projeto prevê um corte de 12,5 pontos percentuais no tributo sobre empresas, o que pode beneficiar o mercado de capitais.

A Bolsa brasileira, que chegou a cair 0,9%, passou a subir após Sabino detalhar substitutivo do texto, que remove a proposta de tributar fundos imobiliários (FIIs), mas mantém a proposta original do governo de tributar em 20% os lucros dos dividendos e de acabar com o mecanismo de JCP (juros sobre capital próprio).

A manutenção da isenção de FIIs, segundo Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, beneficia o setor de construção e shoppings na Bolsa, "uma vez que os fundos são usados como uma forma de financiamento". Além disso, a proposta prevê que o lucro real obrigatório segue apenas para securitizadoras.

Na B3, o índice de FIIs, que sofreu um tombo com o anúncio da proposta no final de junho, subiu 0,93%.

Já a ação da Multiplan avançou 2,86% nesta terça e BRMalls teve alta de 2,63%. Iguatemi encerrou com elevação de 2,26% e JHSF valorizou-se 3,16%, tendo ainda de pano de fundo anúncio na noite da véspera de que exerceu opção de compra de terreno adicional junto ao empreendimento Complexo Boa Vista, por cerca de R$ 140 milhões.

O Ibovespa fechou em alta de 0,45%, a 128.167,74 pontos, escapando do viés negativo nos Estados Unidos. Com a inflação americana no maior patamar em 13 anos em junho, investidores se preocupam com um possível fim dos estímulos monetários antes do previsto.

O S&P 500 caiu 0,35% e o Dow Jones 0,31%. Nasdaq recuou 0,38%.

O dólar, por sua vez, teve leve alta de 0,15%, a R$ 5,1810. O dólar turismo está a R$ 5,3300. A alta veio em linha com o movimento da divisa no exterior, com dados da inflação americana acima do esperado.

Na Bolsa brasileira, a Hypera foi um destaque ao subir 6,36%, após divulgar acordo com a Sanofi para compra de 12 marcas de medicamentos isentos de prescrição no Brasil, México e Colômbia por US$ 190,3 milhões.

Já a Vale subiu 0,59%, favorecida pela alta dos contratos futuros do minério de ferro na China. O sinal positivo prevaleceu no setor, com destaque para Usiminas, que terminou com acréscimo de 1,33%.

As ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras avançaram 0,61%, acompanhando o fechamento positivo dos preços do petróleo no mercado externo. As ordinárias (com direito a voto) subiram 0,39%.

Embraer recuou 2,94%, em meio a ajustes, após saltar mais de 8% na véspera, tendo ainda de pano de fundo proposta no parecer sobre a nova etapa da reforma tributária de retirar benefícios fiscais para determinados setores, entre eles indústria de aeronaves e embarcações.