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Bolsa de Toronto quer levar startups brasileiras para o Canadá

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Com  tradição de acolhedor imigrantes, Canadá quer se posicionar como primeiro e maior mercado público para startups do mundo (Getty Images)
Com tradição de acolhedor imigrantes, Canadá quer se posicionar como primeiro e maior mercado público para startups do mundo (Getty Images)
  • Mercado de acesso não é novo, mas está passando por transformação

  • 13% da capitalização da bolsa, que soma US$ 3,2 tri, é de empresas de inovação

  • Bolsa do Canadá ficou atrás apenas de China, Hong Kong e Estados Unidos

Buscando aliar sua forte tradição como país acolhedor para imigrantes com crescimento financeiro, o Canadá agora tem o objetivo de se posicionar como primeiro e maior mercado público para startups do mundo. Em entrevista à revista Exame, Guillaume Légaré, diretor da casa para a região da América do Sul, garante que o Brasil é um foco importante para esse projeto global.

Para ele, o TSX Ventures, mercado de acesso canadense, é o futuro da bolsa - que se transformou na quarta maior em captação de recursos nos últimos cinco anos - no país. E, para isso, quer levar startups brasileiras em estágio inicial para estrear sua vida como empresa pública no Canadá.

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Bolsa em ascensão

Somente nos dez primeiros meses de 2021, até outubro, o projeto conseguiu atrair diversas companhias que abriram capital no TSX Ventures e levantaram mais de R$ 226 bilhões (US$ 40 bi). Deste total, 192 empresas - que geraram cerca de R$ 42 bilhões (US$ 7,5 bi) - integram o segmento dedicado às startups de inovação e empresas de pequeno e médio porte.

Agora, aproximadamente 13% de toda a capitalização da bolsa canadense, que já soma mais de R$ 18 trilhões (US$ 3,2 tri), é de empresas de inovação. Tais números colocaram o Canadá no Top 5 das bolsas de todo o mundo, segundo levantamento dos últimos cinco anos, na briga por posição com o Reino Unido, atrás de China, Hong Kong e Estados Unidos.

Mercado de acesso

Apesar de não ser novo, com mais de 20 anos de história, o TSX Venture inicialmente era um mercado focado em mineração. Agora, com um maior foco em inovação, além de dar uma visibilidade maior para as companhias, também facilita a migração para bolsas maiores, como a própria Bolsa de Toronto e inclusive as americanas Nyse e Nasdaq - pelo processo de "fast track" para a documentação. Para efeito de comparação, enquanto uma unicórnio brasileira - empresas avaliadas em, pelo menos, US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bi) - não passaria da 600ª posição nos EUA, mas estaria entre as 20 primeiras no Canadá.

De acordo com Légaré, cerca de 130 empresas que começaram no TSX Ventures já partiram, "quando mais maduras", para listagem nos Estados Unidos. Ainda segundo o executivo, a média dos valuations de estreia do TSX Venture é de US$ 20 milhões (R$ 113 mi) a US$ 24 milhões (R$ 135 mi) - e a migração para o mercado principal pode ocorrer com uma avaliação a partir de US$ 100 milhões (R$ 566 mi).

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