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Bolsa cai quase 2% e dólar sobe, com temor de calote da chinesa Evergrande

·4 minuto de leitura

RIO — O dólar opera em alta ante o real enquanto a Bolsa cai no início desta segunda-feira, refletindo um sentimento de maior aversão ao risco no exterior. O mercado financeiro global observa com temor a situação da gigante imobiliária chinesa Evergrande e seu impacto para outros mercados, como o de commodities.

Por volta de 10h30, o dólar subia 0,68%, negociado aos R$ 5,3223. No mesmo horário, o índice Ibovespa tinha baixa de 1,84%, aos 109.391 pontos, pressionado pelo desempenho ruim da Vale e de empresas de siderurgia.

Risco de calote

A empresa chinesa passa por dificuldades financeiras, sem conseguir levantar dinheiro suficiente para pagar suas dívidas e os juros bancários.

Na semana passada, a agência Bloomberg informou que Evergrande estuda a possibilidade de obter prorrogações e renovar alguns empréstimos, mas admitiu que pode não ter capacidade de assumir suas obrigações.

Diante deste cenário, as autoridades chinesas já estão se preparando para uma reestruturação da dívida, reunindo especialistas contábeis e jurídicos para examinar as finanças do grupo.

Isso gera temor entre compradores, investidores e empreiteiros sobre uma possível falência da companhia, além da possibilidade de contaminação de outras empresas.

Em dia de liquidez reduzida, por conta de um feriado que fechou mercados importantes como o da China e do Japão, a Bolsa de Hong Kong teve queda de 3,3%.

Os problemas financeiros da Evergrande seguiram pesando nos negócios. No dia, os papéis da empresa cederam 10,24%.

Na Europa, as bolsas operavam no negativo. Por volta de 10h30, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres cedia 1,51% e a de Frankfurt, 2,60%. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, tinha queda de 2,29%.

Em nota matinal, analistas da Guide Investimentos destacam que os efeitos já podem ser vistos não só no mercado acionário, mas também no de crédito, com perdas de empresas do setor de incorporação e seguradoras.

“[...]A situação já promete seguir pesando sobre o sentimento e exacerbando o movimento de desaceleração do ritmo de crescimento na China, prejudicando commodities e outros ativos dependentes do desempenho econômico da região”, escreveram.

E por que isso é um problema?

As dificuldades da Evergrande restringem a atividade do setor da construção civil e reduzem a demanda por aço.

E isso influencia negativamente a demanda pelo minério de ferro, que vem em franca desvalorização nas últimas semanas. A Evergrande é uma das grandes consumidoras de produtos do setor siderúrgico.

A commodity com teor de 62% de ferro fechou o dia em queda de 8,8% no porto chinês de Qingdao, cotada a US$ 92,98 por tonelada.

O minério em baixa afeta a nossa Bolsa, pois penaliza as ações da Vale, que correspondem a quase 15% do Ibovespa, e de outras siderúrgicas importantes.

Além do caso Evergrande, a desaceleração da economia chinesa e a preocupação do governo local em cumprir metas de redução das emissões de carbono também são fatores que levam à desvalorização dos preços.

As ações ordinárias da Vale (VALE3, com direito a voto) cediam 3,47% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 4,23%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5, com direito a voto) caíam 4,53%.

Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) tinham queda de 2,75% e os preferenciais (PETR4), de 3,21%, acompanhando o movimento de baixa do petróleo no exterior.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) cediam 1,22% e 1,80%, respectivamente.

De olho nos juros

A semana também é marcada pelas reuniões de política monetária do Federal Reserve, Banco Central americano, e do Banco Central (BC).

Nos Estados Unidos, a expectativa é sobre possíveis sinalizações a respeito do início do processo de retirada de estímulos, o chamado “tapering”. Já no Brasil, os investidores precificam uma nova alta de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que iria para o patamar de 6,25%.

Mas restam dúvidas sobre quando este ciclo de altas dos juros vai acabar. Na semana passada, o presidente do banco, Roberto Campos Neto, afirmou que vai levar a Selic “para onde precisar levar” a fim de cumprir as metas de inflação dos próximos anos.

"Segundo nossa avaliação, a declaração indica que o BC deverá perseverar na estratégia de aumento da taxa de juros até que a taxa de inflação mostre sinais claros de reversão. Mas não vai reagir a choques exógenos, que têm sido um dos principais fatores de aceleração da inflação no Brasil", escreveram analistas da Genial Investimentos, em nota matinal.

Além da política monetária, as discussões do governo para garantir a reformulação do Bolsa Família, o pagamento dos precatórios e a crise hídrica seguem no radar.

A última proposta, de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para financiar o novo programa foi mal recebida pelos investidores, levando o Ibovespa a registrar a terceira semana consecutiva de perdas.

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