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Bolsa cai em dia de inflação recorde nos EUA e PEC dos bilhões

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*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015: Visitantes na Bovespa. Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. -  (Diego Padgurschi /Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015: Visitantes na Bovespa. Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de Sao Paulo apos o anuncio da anulacao do impeachment. - (Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mercado de ações brasileiro não resistiu à volatilidade mundial provocada nesta quarta-feira (13) por um novo salto da inflação dos Estados Unidos.

Ao redor do globo, as principais bolsas negociaram no vermelho e o dólar perdeu valor diante das principais moedas. O clima era de incerteza entre investidores diante da expectativa de novas elevações na taxa de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central americano).

No Brasil, o dólar comercial à vista recuou 0,64%, cotado a R$ 5,4040. A moeda brasileira apresentou a maior valorização frente ao dólar entre as principais divisas do planeta.

Apesar de ter passado a maior parte do dia em alta, a Bolsa de Valores brasileira perdeu força no final da sessão. Quedas nos setores de commodities puxaram o indicador para baixo no fechamento. O índice de referência Ibovespa caiu 0,40%, a 97.881 pontos.

O índice de preços ao consumidor urbano nos Estados Unidos alcançou o recorde de 9,1%, no acumulado em 12 meses até junho. Este foi o maior avanço desde novembro de 1981.

"O dado reforça a postura agressiva do Federal Reserve para reunião entre 26 e 27 de julho", avalia Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos.

Ela afirma que a pressão inflacionária reforça a probabilidade de que a taxa de juros suba 0,75 ponto percentual no fim deste mês, igualando a última alta aplicada, que foi a maior desde 1994. Isso empurraria a taxa anual de juros no país para um patamar entre 2,25% e 2,5%.

"Isso coloca lenha na fogueira para elevação de 1 ponto percentual dos juros em setembro", diz a especialista.

Abdelmalack também alerta para o fato de que a alta mais forte em setembro colocaria a inflação anual americana em um patamar além do esperado. "Aí que mora o risco monitorado do mercado, se eventualmente os juros nos EUA terminarem 2022 muito acima dos 4% já precificados."

Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, atribui a movimentos técnicos do mercado a resistência do real em um dia de dados e fatos negativos para o mercado brasileiro.

"O mercado já esperava essa alta da inflação, apesar do dado muito pior. A mesma coisa acontece com a PEC. É isso o que está repercutindo no mercado hoje, ou seja, simples e puramente volatilidade", comentou.

Além da inflação americana, investidores no mercado brasileiro também digerem a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que amplia benefícios sociais em ano eleitoral.

Em vitória do governo, deputados mantiveram o estado de emergência na PEC dos bilhões. O mecanismo permite que presidente Jair Bolsonaro (PL) fure o teto de gastos e crie novos benefícios sociais a poucos meses do pleito, sem ferir a lei eleitoral.

Apesar de beneficiar setores do mercado no curto prazo, como o varejo, existe a preocupação quanto aos efeitos da medida na inflação e nos juros em 2023.

No mercado de ações americano, o S&P 500 recuou 0,45%. É a quarta queda diária consecutiva do indicador de referência da Bolsa de Nova York. O tombo acumulado neste ano é de 20%.

Também caíram nesta sessão os índices Dow Jones (-0,67%) e Nasdaq (-0,15%).

Direciona a baixa das ações a preocupação com a inflação descontrolada no país, cujo efeito mais temido é que a elevação dos juros, aplicada pelo Fed para frear a alta dos preços, coloque a economia americana em recessão.

É também o temor de inflação com desaceleração econômica, agravada pelo risco de choque de oferta na energia na Europa, que manteve o euro perto da paridade contra o dólar nesta quarta.

A moeda comum europeia fechou cotada a US$ 1,0082, com ligeira alta de 0,20%.

No mercado de câmbio brasileiro, o euro comercial caiu 0,37% e fechou o dia valendo R$ 5,4365.

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