Mercado abrirá em 3 h 15 min
  • BOVESPA

    106.858,87
    +1.789,18 (+1,70%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.605,56
    +8,27 (+0,02%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,85
    +1,36 (+1,96%)
     
  • OURO

    1.783,10
    +3,60 (+0,20%)
     
  • BTC-USD

    51.249,22
    +3.179,83 (+6,62%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.327,48
    +67,33 (+5,34%)
     
  • S&P500

    4.591,67
    +53,24 (+1,17%)
     
  • DOW JONES

    35.227,03
    +646,95 (+1,87%)
     
  • FTSE

    7.297,83
    +65,55 (+0,91%)
     
  • HANG SENG

    23.983,66
    +634,28 (+2,72%)
     
  • NIKKEI

    28.455,60
    +528,23 (+1,89%)
     
  • NASDAQ

    16.067,50
    +224,75 (+1,42%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4259
    +0,0023 (+0,04%)
     

Bolsa cai com China fraca e dólar sobe mesmo após injeção de US$ 1,2 bi do BC

·6 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira fechou em queda de 0,19%, a 114.428 pontos, nesta segunda-feira (18), influenciada pelo fraco crescimento da economia chinesa. O dólar subiu 1,21%, a R$ 5,5200, mesmo após nova intervenção do Banco Central no câmbio.

O PIB (Produto Interno Bruto) da China cresceu 4,9% entre julho e setembro, o ritmo mais lento desde o terceiro trimestre de 2020 e desacelerando 7,9% em relação ao segundo trimestre.

O desempenho da segunda maior economia do mundo traz preocupações ao mercado quanto ao crescimento de países produtores de matérias-primas, como é o caso do Brasil, já que o gigante asiático é o principal consumidor desses insumos.

Além de enfrentar uma crise no setor imobiliário com a ameaça de quebra da incorporadora Evergrande, a China realiza racionamentos de energia diante da dificuldade do país em substituir rapidamente o carvão mineral por fontes limpas, como a eólica e a solar, enquanto a demanda mundial por produtos industrializados cresce com a retomada econômica global devido à redução dos casos de Covid, destaca Lucas Collazo, especialista em investimentos da Rico.

Quanto ao câmbio, a alta do dólar também reflete a preocupação de investidores com o contexto internacional, além de reforçar a aversão aos riscos domésticos, uma vez que o Brasil ainda não apresentou fontes de recursos para enfrentar dois dos seus principais problemas fiscais para 2022: o pagamento dos precatórios e a criação de um novo programa de distribuição de renda para substituir o Bolsa Família e o auxílio emergencial.

"A gente tem um ambiente externo de cautela, contudo, o real está se desvalorizando mais do que outras moedas de países emergentes, o que revela ainda uma percepção de piora local", diz Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest.

Os leilões de swap cambial tradicional realizados pelo BC nesta segunda foram divididos entre oferta extraordinária de 10 mil contratos e a oferta já prevista pelo calendário de 14 mil contratos, em meio a esforços para suprir demanda por moeda estrangeira e amenizar distorções na taxa cambial. A autarquia vendeu todos os contratos ofertados, o equivalente a US$ 1,2 bilhão (R$ 6,6 bilhões).

O BC também divulgou que fará, entre 9h30 e 9h35 (horário de Brasília) desta terça, leilão de venda à vista de dólares referenciado à taxa Ptax. Segundo o comunicado, serão aceitos no máximo US$ 500 milhões de dólares no leilão. Esse será o primeiro leilão de venda à vista desde 15 de março.

Apesar de o Banco Central estar marcando presença nos mercados nas últimas sessões, especialistas apontam que suas intervenções possuem efeitos temporários e não alteram tendências estruturais do câmbio.

"A atuação do Banco Central não muda a tendência da moeda e, se mudar, é apenas no curtíssimo prazo. O que o BC pode fazer é segurar a volatilidade e evitar que o dólar suba fora de controle”, disse Marcos Weigt, chefe de tesouraria do Travelex Bank.

Segundo Weigt, o que faria o dólar assumir tendência de queda e devolver alguns desses ganhos ante o real seria uma redução das tensões fiscais domésticas, como, por exemplo, com uma solução positiva para a conta de precatórios ou a acomodação do novo Bolsa Família dentro do teto de gastos.

"Isso, sim, nos ajudaria a falar em uma taxa de câmbio mais próxima dos R$ 5”, diz.

A moeda brasileira poderá sofrer mais pressão por desvalorização frente ao dólar a partir do próximo mês, quando o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) deverá anunciar que elevará sua taxa de juros básicos para conter o avanço da inflação global gerada pela quebra das cadeias de abastecimento durante a pandemia.

A medida pode levar mais investidores a aplicar em títulos da dívida do Tesouro americano, ampliando a escassez de dólares em economias mais arriscadas, como a do Brasil.

Também nesta segunda, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse a líderes do Congresso que estenderá medidas extraordinárias de gestão de recursos para ficar abaixo do limite da dívida federal até 3 de dezembro, após um pequeno aumento no teto de endividamento ter sido aprovado na semana passada.

Para Álvaro Frasson, economista do BTG Pactual digital, o Banco Central tem condições de compensar a elevação dos juros americanos por meio da combinação de ofertas de swaps cambiais e elevação da taxa Selic, medidas já em curso.

Frasson considera, porém, que um processo eleitoral turbulento poderá ofuscar a atuação da autoridade monetária e dificultar a contenção da alta do dólar. “Não vai adiantar ter juros altos com um ambiente político muito tensionado”, diz.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones caiu 0,10%, enquanto S&P 500 e Nasdaq subiram 0,34% e 0,84%, respectivamente.

O petróleo tipo Brent caiu 0,81%, a US$ 84,17 (R$ 464,55). As ações da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3) caíram, igualmente, 0,47%.

No Brasil, o desânimo gerado pela China foi parcialmente compensado por ganhos nas ações do setor financeiro e do varejo, com destaque para o anúncio de um estudo para a fusão das ações de Americanas e Lojas Americanas (AMER3 e LAME3/LAME4) em uma única classe no Novo Mercado, segmento da Bolsa em que estão listadas as companhias com os mais altos padrões de governança, habilitadas a atender investidores internacionais.

A AMER3 e a LAME4 subiram 4,33% e 20,72%, respectivamente, ficando entre as cinco mais negociadas do dia.

A unificação das bases acionárias poderá anteceder a migração dos papéis da empresa para uma nova sociedade, com sede no exterior. As ações seriam listadas na Bolsa de Valores de Nova York ou na Nasdaq, segundo fato relevante publicado nesta segunda.

Em nota, o Goldman Sachs classificou a reorganização como positivamente estratégica porque poderia aumentar o poder de voto dos minoritários e ampliar potencialmente a liquidez da ação, embora o banco tenha destacado que os termos da combinação ainda precisam ser finalizados.

"Esse era um ponto [unificação das ações para listagem no Novo Mercado] que os investidores sempre questionaram e até havia gerado frustração por não ter ocorrido quando houve a fusão [das empresas] no início do ano", diz Danniela Eiger, head de varejo da XP.

Em abril, a Lojas Americanas, que representa o segmento de lojas físicas, e a Americanas, responsável pelo comércio online, anunciaram uma combinação operacional de seus negócios e, na ocasião, também comunicaram que estudavam uma reorganização societária com o objetivo final de migração de sua base acionária para o exterior.

O dia ainda foi marcado pelo início das negociações da Getnet, após a conclusão da cisão da empresa de meios de pagamento do Santander Brasil. Os investidores passam a optar por ações ordinárias (GETT3), preferenciais (GETT4) e units, que combina as duas, (GETT11).

Já as ações dos frigoríficos Minerva e Marfrig caíram 3,08% e 2,43% em um dia de repercussão no noticiário internacional sobre o embargo da China à carne bovina brasileira. A JBS, que passou parte do pregão em queda, se recuperou e fechou em alta de 1,37%.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos