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Bolsa cai 6,6% e dólar sobe 5,3% em mês tumultuado por crises e inflação global

·4 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Vista de painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Vista de painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ibovespa, índice de referência para a Bolsa de Valores brasileira, caiu 0,11% nesta quinta-feira (30) e encerrou setembro em queda de 6,57%, com 110.979 pontos, refletindo um mês marcado pelo agravamento de crises internas e incertezas globais geradas pela inflação e dificuldades na retomada do crescimento econômico.

Esse também foi o terceiro mês seguido em baixa e desde o início de julho, a desvalorização já chega a 12,48%.

O dólar subiu 0,34% nesta quinta, a R$ 5,4490, e acumula alta mensal de 5,35%, fazendo um movimento que em grande parte corresponde ao contexto que derrubou a Bolsa.

Após atingir 119 mil pontos no primeiro dia do mês, o Ibovespa sofreu três fortes quedas ao longo de setembro, a primeira delas após as manifestações de raiz golpista estimuladas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no feriado de 7 de setembro.

No pregão posterior ao feriado, preocupações sobre a estabilidade democrática no país fizeram a Bolsa cair 3,78%, a 113,4 mil pontos, ao que na ocasião era o patamar mais baixo desde março.

A crise foi amenizada no dia seguinte com o pedido de desculpas de Bolsonaro por meio de carta redigida com a ajuda do ex-presidente Michel Temer (MDB).

O Ibovespa ensaiou uma recuperação até alcançar 116 mil pontos no dia 13, mas retomou a trajetória de queda devido ao crescimento da desconfiança sobre a capacidade do governo para dar respostas a problemas como a falta de recursos para o Orçamento de 2022 e a crise hídrica.

Em 20 de novembro, os mercados globais mergulharam sob o temor de uma quebradeira generalizada do setor financeiro após a gigante do ramo imobiliário chinês Evergrande anunciar que estava sem liquidez para pagar juros de dívidas próximas do vencimento. A empresa tem uma dívida superior a US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão).

Arrastada pela onda negativa, a Bolsa brasileira recuou à casa dos 108,8 mil pontos, atingindo a mínima do mês e a pontuação mais baixa desde novembro de 2020.

Um movimento de recuperação global teve início com o governo da China sinalizando intervenções pontuais para evitar um calote generalizado da Evergrande, principalmente quanto aos títulos de investidores domésticos, evitando assim agitações sociais que poderiam desacelerar ainda mais a economia do gigante vermelho.

No Brasil, a Bolsa chegou a recuperar os 114 mil pontos no dia 23, mas retrocedeu aos 110 mil pontos na última terça-feira (28), com uma queda de 3,05%, em um dia que de forte aversão ao risco devido a sinais de que a pressão inflacionária global resultaria na antecipação da elevação dos juros básicos e retiradas de estímulos econômicos nos Estados Unidos, mesmo em um momento de ameaças ao crescimento mundial devido às quebras nas cadeias de suprimentos, ainda um efeito da pandemia da Covid-19, e às crise de falta de energia na China e na Europa.

A inflação generalizada no planeta deve ser um problema persistente aos mercados, com pressões vindo de diversos setores, como a disparada dos preços do gás, falta de trabalhadores e escassez de navios.

Bancos centrais em todo o mundo estão começando a admitir que a inflação pode ficar elevada por mais tempo à medida que uma série de questões eleva a expectativa de alta nos preços.

Em última análise, suas conclusões determinarão a rapidez com que as autoridades vão reduzir seus trilhões de dólares em estímulo monetário, desembolsados para compensar a crise da Covid-19.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street terminaram a sessão em queda nesta quinta e registraram seus piores trimestres em pelo menos 12 meses, após um mês tumultuado por preocupações com Covid-19, temores inflacionários e disputas orçamentárias em Washington.

Perto do fim do pregão, o Senado e a Câmara dos EUA aprovaram um projeto provisório de financiamento do governo, mas depois de uma breve alta do mercado, as ações voltaram a cair, arrastando até mesmo o Nasdaq para o vermelho, após uma tendência de alta na maior parte do dia.

Todos os três índices de ações tiveram seu pior desempenho trimestral desde os primeiros meses de 2020, quando a pandemia Covid-19 colocou a economia global de joelhos.

O S&P e o Nasdaq registraram ganhos modestos durante o período de julho a setembro, enquanto o Dow sofreu uma perda trimestral.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones caiu 1,62%, o S&P 500 teve queda de 1,22%, e o Nasdaq recuou 0,47%.

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