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Bolsa cai 1,82% com risco fiscal e quedas de Magalu e Vale

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painel de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.08.2011 - Painel de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira fechou em queda de 1,82%, a 104.403 pontos, nesta terça-feira (16), refletindo incertezas quanto ao risco fiscal doméstico.

O dólar subiu 0,75%, a R$ 5,4990, com as operações locais voltando de um feriado e repercutindo a força da moeda americana no exterior e renovadas preocupações domésticas do lado fiscal.

No início desta terça, o mercado passou a operar com viés de baixa após avaliar o agravamento nas projeções para a economia brasileira, com sinais de retração, segundo boletim da Ativa Investimentos.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) teve queda de 0,27% em setembro na comparação com agosto.

O debate em torno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, prevista para ser votada na próxima semana no Senado, também trouxe preocupação. Este é o segundo resultado negativo seguido. Em agosto, houve queda de 0,29%. No mês passado, o BC divulgou que o a retração seria de 0,15%, mas o dado foi revisado.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar nesta terça que pretende usar uma parte da folga fiscal gerada pela eventual aprovação da PEC dos Precatórios na concessão de aumento salarial para servidores federais.

A PEC é apresentada pelo governo como uma saída para o pagamento do Auxílio Brasil, uma vez que a aprovação da medida permitirá à União atrasar o pagamento de parte das suas dívidas judiciais previstas para 2022.

O mercado, que inicialmente reagiu negativamente à medida, passou a tolerar a PEC como uma opção melhor do que seria o aumento das despesas sem contrapartidas.

Nesta terça, o setor de varejo também devolveu os ganhos da semana passada e, além disso, o de mineração foi prejudicado por mais uma queda no minério de ferro.

As ações do Magazine Luiza e da Vale, que caíram 12,65% e 2,88%, respectivamente, ficaram entre as maiores baixas.

Assim como vem ocorrendo com importantes empresas do varejo, o Magalu registra baixas desde a divulgação dos seus resultados do terceiro trimestre, quando reportou queda de 90% nos lucros e desaceleração das vendas.

Nas semanas que antecederam a divulgação do balanço, a empresa comprou R$ 193,2 milhões de ações próprias, acelerando o seu programa de recompras previsto para terminar em 2023, conforme documento enviado pelo Magazine Luiza à CVM no último dia 10.

O pregão ainda foi marcado por ajustes ao movimento de ADRs (recibos de ações negociadas nos Estados Unidos) brasileiros na véspera, quando não houve negociação na Bolsa em razão de feriado no Brasil.

Entre os destaques positivos, as ações da Petrobras avançaram 1,04%, estimuladas pela leve alta de 0,21% do petróleo devido a projeções internacionais sobre a manutenção da demanda. O barril do Brent fechou cotado a US$ 82,22 (R$ 450,28).

Nesta terça, a B3 (Bolsa de Valores do Brasil) inaugurou uma réplica do Touro de Wall Street em frente ao seu edifício-sede, na região central da cidade de São Paulo.

A escultura, segundo seus idealizadores, tem o propósito de divulgar o mercado de investimento de renda variável para a população do país. Atualmente, cerca de 3,5 milhões de pessoas físicas investem na Bolsa.

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 0,15%, 0,39% e 0,76%.

O índice do dólar contra uma cesta de moedas de países ricos saltava 0,37%, para máximas em 16 meses, após dados econômicos nos EUA reforçarem a expectativa de aperto monetário para controle da inflação, movimento que favorece a divisa americana.

Gestores de fundos consultados pelo Bank of America pioraram de forma sensível as expectativas para o patamar do dólar ante o real ao fim de 2022, após período de forte tensão no mercado financeiro por incertezas fiscais domésticas e monetárias no exterior.

Na sondagem deste mês de novembro, o BofA (Bank of America) disse que mais de 40% dos gestores vê a cotação entre R$ 5,41 reais e R$ 5,70 no término de 2022.

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