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Bolsa cai 1,49% com restrições contra a Covid-19 na Europa e queda no preço do petróleo

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bovespa, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bovespa, em São Paulo. (Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira fechou em queda de 1,49% nesta terça-feira (23), após um pregão volátil, com investidores apreensivos com a nova onda da pandemia de Covid-19 em vários países.

O avanço dos casos na Europa levou a novas restrições, e os agentes econômicos começam a contabilizar o eventual atraso na recuperação global. A Alemanha, por exemplo, estendeu o lockdown.

Essa expectativa mais pessimista também promoveu uma forte queda no preço internacional do petróleo. Além disso, a projeção é que os estoques da matéria-prima estão em níveis elevados e tendem a aumentar.

Pela primeira vez desde janeiro, o spread (diferença entre o preço de compra e venda) do primeiro contrato do Brent entrou no chamado "contango" (momento em que o preço de uma matéria-prima é mais elevado no futuro do que no mercado à vista, encorajando a sua estocagem).

Na quarta (24), o governo do EUA divulga como está o estoque do óleo no país.

Nesta terça, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 5,9%, a US$ 60,79 por barril, depois de atingirem uma mínima de US$ 60,50 durante a sessão.

Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) recuou 6,17%, para US$ 57,76 o barril, tendo atingido uma mínima de US$ 57,32 dólares.

Ambas as referências operaram ao redor dos menores níveis desde 9 de fevereiro.

"O caminho para a recuperação da demanda por petróleo parece estar cheio de obstáculos, à medida que o mundo segue lutando contra a pandemia de Covid-19", disse Bjornar Tonhaugen, diretor de mercados de petróleo da Rystad Energy.

"O mercado tem negociado com um sentimento excessivamente altista nos últimos tempos, ignorando os riscos da pandemia", acrescentou.

As ações da Petrobras refletiram a queda nos preços do óleo. As preferenciais (mais negociadas) caíram 3% e as ordinárias (com direito a voto), 2,38%.

O Ibovespa fechou em queda de 1,49%, a 113.261,80 pontos, após subir 0,54% durante o pregão.

Em Wall Street, Dow Jones caiu 0,94%, S&P 500 perdeu 0,76% e Nasdaq cedeu 1,12%, também pressionados pela piora na pandemia na Europa.

Além disso, investidores refletem um possível aumento de impostos nos EUA para financiar um novo pacote de econômico de US$ 3 trilhões do governo democrata de Joe Biden, que começaria por um gigantesco plano de infraestrutura, segundo informações do jornal The New York Times.

Em depoimento à Câmara dos EUA nesta terça, Janet Yellen, a secretária do Tesouro dos EUA, disse que aumentos de impostos seriam necessários para financiar as próximas etapas da agenda econômica do governo Biden, enfrentando críticas de republicanos.

Segundo ela, o governo Biden nada faria para prejudicar as pequenas empresas ou americanos de renda média e baixa no aumento de impostos.

"Precisamos aumentar as receitas de forma justa para sustentar os gastos que esta economia precisa para ser competitiva e produtiva", disse Yellen.

Também contribuiu para a queda do Ibovespa o recuo de 2,31% da Vale, mesmo com a alta nos futuros do minério de ferro na China nesta terça, uma vez que permanecem preocupações sobre restrições à produção de aço naquele país, particularmente no polo siderúrgico de Tangshan.

A Gerdau caiu 4,36%, tendo ainda no radar que medidas de restrição no Brasil, aliadas à manutenção da produção por siderúrgicas e às importações devem por fim ao desequilíbrio entre oferta e demanda de aço no país. Usiminas perdeu 3,37% e CSN cedeu 4,29%.

Já o IRB Brasil RE subiu 5,91%, após reportar lucro líquido de R$ 17,9 milhões em janeiro, revertendo prejuízo de R$ 132 milhões um ano antes.

O dólar também teve grande oscilação, entre R$ 5,5490 e R$ 5,4630 na sessão, mas fechou em leve queda de 0,03, a R$ 5,5160, segundo cotação da CMA.