Mercado fechado

Bolsa brasileira tem nova máxima histórica no primeiro pregão do ano

ISABELA BOLZANI
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015: Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo apos o anuncio da anulação do impeachment. (Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira teve nesta quinta-feira (2) um dia de otimismo no primeiro pregão do ano e encerrou a sessão em nova máxima histórica, com avanço de 2,53%, aos 118.573,10 pontos. O volume financeiro foi de R$ 20,99 bilhões.

Sem grandes notícias no mercado doméstico, o Bovespa -principal indicador do desempenho médio das ações negociadas na B3- seguiu as Bolsas internacionais, que também terminaram em alta frente a uma definição de uma data para assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Além disso, a redução do depósito compulsório decidida pelo banco central chinês como forma de impulsionar a economia daquele país também foi vista com bons olhos pelo mercado.

O dólar, que também seguiu na esteira do otimismo internacional, quebrou o ritmo de uma série de quedas que derrubou a cotação no fim do ano passado e fechou em alta de 0,27%, cotado em R$ 4,0250.

Profissionais do mercado têm citado as expectativas de fortalecimento da economia como um suporte à taxa de câmbio, já que tal movimento poderia atrair mais fluxo de capital -com consequente aumento da oferta de moeda no país.

A maior oferta de dólar seria bem-vinda. Números do Banco Central apontam que o Brasil já acumula saída líquida de pouco mais de US$ 43 bilhões em 2019 até 27 de dezembro. Mas a expectativa de mais ofertas de ações em 2020 somada ao alívio nas tensões comerciais alimentam esperanças de uma melhora no fluxo cambial. O mercado projeta taxa de 4,08 reais ao fim de 2020, segundo a mais recente pesquisa Focus do Banco Central.