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Bolsa brasileira sobe 0,5% em sessão esvaziada por feriados no Brasil e nos EUA

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráficos das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráficos das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira iniciou a semana com ganhos moderados, enquanto o dólar operava estável, em uma sessão de menor liquidez nos mercados por conta do feriado nacional em homenagem a Cristóvão Colombo nos Estados Unidos, e da emenda no Brasil na véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida.

Às 11h, o Ibovespa registrava valorização de 0,52%, aos 113.418 pontos. Já a moeda americana avançava 0,03%, a R$ 5,5172 na venda, enquanto o dólar futuro negociado na B3 tinha alta de 0,09%, a R$ 5,535.

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do relatório Focus pelo BC (Banco Central), em que o mercado voltou a elevar a expectativa para a taxa básica de juros no final de 2022, em meio a projeções cada vez mais altas para a inflação.

As projeções dos economistas indicam agora a Selic em 8,75% ao final do próximo ano, ante 8,50% anteriormente. Para este ano permanece a estimativa de juros a 8,25%.

Ao mesmo tempo, a projeção para a alta do IPCA em 2021 subiu pela 27ª vez seguida e já alcança 8,59%, bem acima do teto da meta, 0,08 ponto percentual a mais do que na semana anterior. Para o ano que vem a conta também aumentou, em 0,03 ponto, a 4,17%, superando o centro do objetivo.

O centro da meta oficial para a inflação em 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento seguiu em 5,04% para 2021, mas para 2022 caiu a 1,54%, de 1,57%.

"Os investidores estão atentos principalmente às questões macroeconômicas, como pressão inflacionária e desempenho do PIB", disse Túlio Nunes, especialista de finanças da Toro Investimentos.

No cenário externo, seguem as preocupações vindas da China quanto à escassez de energia na região.

A maior economia provincial do nordeste da China alertou para o agravamento dos problemas de abastecimento de energia nesta segunda-feira (11), apesar dos esforços governamentais para aumentar o suprimento de carvão e administrar o uso de eletricidade em meio a uma crise energética pós-pandemia que atinge diversos países.

"Ao mesmo tempo, no Japão, o primeiro-ministro disse que não pretende elevar as taxações sobre dividendos, o que tranquilizou os investidores e potencializou a performance da bolsa local", afirmou Nunes. A Bolsa de Tóquio teve alta de 1,6% na sessão, enquanto a de Xangai fechou perto da estabilidade.

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