Mercado abrirá em 4 h 38 min
  • BOVESPA

    122.937,87
    +1.057,05 (+0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.371,98
    +152,72 (+0,31%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,68
    +0,41 (+0,62%)
     
  • OURO

    1.868,30
    +0,70 (+0,04%)
     
  • BTC-USD

    45.386,84
    +548,94 (+1,22%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.261,59
    +63,67 (+5,32%)
     
  • S&P500

    4.163,29
    -10,56 (-0,25%)
     
  • DOW JONES

    34.327,79
    -54,34 (-0,16%)
     
  • FTSE

    7.070,02
    +37,17 (+0,53%)
     
  • HANG SENG

    28.572,97
    +378,88 (+1,34%)
     
  • NIKKEI

    28.406,84
    +582,01 (+2,09%)
     
  • NASDAQ

    13.401,75
    +98,25 (+0,74%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4277
    +0,0178 (+0,28%)
     

Bolsa brasileira bate a de países vizinhos na última década

ISABELA BOLZANI
·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quem entrou na Bolsa brasileira nos últimos dez anos sentiu muita oscilação, o que é da natureza do mercado de renda variável. No entanto, o investidor que suportou o sobe e desce das cotações conseguiu rentabilidade real, descontada a inflação, superior à obtida nos mercados latino-americanos e, em alguns períodos, até acima dos índices das Bolsas dos EUA. O desempenho do Ibovespa em comparação ao de indicadores de Bolsas do continente faz parte de um um levantamento da Economatica. O cálculo é feito com base na rentabilidade dos índices, descontada a inflação respectiva de cada país. O melhor desempenho ocorreu no acumulado dos cinco anos encerrados em 20 de abril. Nesse caso, o Ibovespa teve rentabilidade real (descontada a inflação) de 81,9%, ficando atrás apenas do Nasdaq Composite, da Bolsa de tecnologia de Nova York, que teve rentabilidade de 150,5%. Os índices americanos S&P 500 e Dow Jones registraram ganhos de 76,8% e 68%, respectivamente. Segundo o gerente de relação institucional e comercial da Economatica, Einar Rivero, o Ibovespa tem demonstrado bom desempenho ante seus pares latinos nos últimos dez anos. "Mesmo nas janelas de três e dez anos, quando o Ibovespa perde em rentabilidade para todos os índices americanos, ele ainda supera México, Chile, Colômbia, Peru e Argentina. É relevante mostrar que a Bolsa está indo mal neste ano, convertido em dólar ou não, mas é preciso lembrar que são apenas quatro meses", afirmou Rivero. Na comparação de 12 meses até 20 de abril, o Ibovespa acumulou uma rentabilidade real de 43,3%, novamente superando Dow Jones (39,4%) e S&P 500 (42,7%), além de todos os seus pares latinos. Nos últimos três anos, a rentabilidade real da Bolsa brasileira foi de 22,4% —atrás dos índices americanos, que renderam 30,3% (Dow Jones), 45,9% (S&P 500) e 81,8% (Nasdaq). O mesmo acontece no período de dez anos, quando o ganho de poder aquisitivo da Bolsa brasileira foi de apenas 3,3%, ante 129,1% do Dow Jones, 162,2% do S&P 500 e 315% do Nasdaq Composite. A largada neste 2021 já mostra que a nova década vai exigir sangue-frio de quem está disposto ao risco dos mercado. Nos primeiros quatro meses deste ano, o índice acionário brasileiro registra uma perda real de 1,2%, ante ganhos reais de 8,7% do Dow Jones, 8,3% do S&P 500 e de 5,2% do Nasdaq Composite. No período, o Ibovespa ainda está acima dos índices do Peru (-9,6%), da Argentina (-19%) e da Colômbia (-10,2%), mas também perde para México (7,6%) e Chile (17,2%). Segundo Rivero, o indicador acionário brasileiro reflete aspectos domésticos e internacionais. "Sabemos que nos últimos quatro meses tivemos problemas referentes à nova onda do coronavírus no país e na atuação do governo no combate à doença. Mas, mesmo se observarmos nos últimos 12 meses, houve uma recuperação do poder aquisitivo do investidor brasileiro em relação ao fundo do poço que vimos em março do ano passado." O fundo do poço ao qual Rivero se refere é 23 de março de 2020, momento em que o Ibovespa atingiu os 63 mil pontos —pior patamar desde julho de 2017. O movimento já seguia a toada das últimas semanas: entre 9 e 13 de março, por exemplo, a B3 chegou a acionar o circuit breaker quatro vezes. O mecanismo de circuit breaker interrompe as negociações na Bolsa de Valores quando a queda do índice Ibovespa supera 10%. Durante a interrupção, não há possibilidade de fechamento de negócios com ativos, derivativos e títulos de renda fixa privada. Segundo analistas, os principais fatores domésticos que têm influenciado o Ibovespa principalmente no último mês dizem respeito às incertezas em torno do cenário fiscal, sanitário e político. O cenário para 2021, permanece instável. Do lado fiscal, os investidores mantinham —e ainda mantêm— o radar na sanção do Orçamento. Bolsonaro viveu um impasse: ou sancionava o Orçamento e corria risco de uma acusação por crime de responsabilidade ou vetava ao menos parcialmente o trecho e desagrava ao Congresso. A decisão veio apenas na quinta (22), quando Bolsonaro sancionou o projeto aprovado pelo Congresso. Do lado sanitário, ainda preocupa a lentidão do programa de vacinação brasileiro, essencial para a retomada. No âmbito político, os investidores se preparam para acompanhar desenrolar da CPI da Covid. A curto prazo, o cenário ainda é de incerteza e instabilidade para os investidores que estão na Bolsa brasileira, que fechou esta sexta (23) em alta de 0,97%, aos 120.530 pontos.