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Bolsa bate recorde, e dólar fecha abaixo de R$ 4 com queda de juros

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.09.2019: Pessoa tira foto do painel da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Cris Faga/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.09.2019: Pessoa tira foto do painel da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Cris Faga/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira voltou a bater recorde nesta quarta-feira (30) com novos cortes de juros. A queda do juros nos EUA e expectativa de queda no Brasil levaram o Ibovespa a uma alta de 0,79%, a 108.407 pontos, nova máxima histórica nominal. O dólar acompanhou o viés positivo caiu 0,39%, a R$ 3,9870, menor valor desde 13 de agosto.

O risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swap) de cinco anos voltou a subir na sessão, interrompendo uma sequência de 15 quedas. O indicador teve uma alta de 1%, a 118 pontos. Na véspera, o CDS foi a 117 pontos, menor valor desde maio de 2013.

O risco-país funciona como um termômetro informal da confiança dos investidores em relação a economias, especialmente as emergentes. Hoje ele é medido principalmente pelo desempenho do CDS de cinco anos.

Se o indicador sobe, é um sinal de que os investidores temem o futuro financeiro do país, se ele cai, o recado é o inverso: sinaliza aumento da confiança em relação à capacidade de o país saldar suas dívidas.

O movimento desta quarta reflete a tendência global de aversão a risco que dominou os mercados pela manhã e se aliviou pela tarde. Temerosos quanto a decisão do Fed, banco central americano, sobre juros, o CDS de emergentes subiram e as principais Bolsas globais operaram em queda durante boa parte do pegão.

Além do receio quanto ao fim do ciclo de corte de juros, a menção ao presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na investigação do assassinato de Marielle Franco contribuiu, em menor peso, para um viés negativo. Pela manhã, o Ibovespa chegou a 106 mil pontos, e o dólar, a R$ 4,033.

O cancelamento da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) no Chile, devido à onda de protestos no país, também preocupou o mercado. A "fase 1" do acordo comercial entre China e Estados Unidos seria assinada na ocasião, marcada para os dias 16 e 17 de novembro.

À tarde, a Casa Branca afirmou que, mesmo com a mudança no evento, a formalização desta etapa do acordo deve acontecer no mesmo intervalo de tempo inicialmente planejado. Para completar o alívio, às 15h o Fed anunciou corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que foi à faixa de 1,5% a 1,75% ao ano, como previsto pelo mercado.

O presidente do banco, Jerome Powell, indicou em seu discurso que o ciclo de cortes na taxa -a redução desta terça foi a terceira seguida- pode ter se encerrado, mas que altas no juros não devem vir tão cedo.

"Não estamos pensando em elevar os juros agora. Vão, obviamente, haver momentos no futuro [para isso]. Nós precisamos ver uma séria alta da inflação, que seja persistente, antes de subirmos juros", disse Powell.

Com o cenário, o índice S&P 500 da Bolsa de Nova York também bateu recorde, em alta de 0,33%, a 3.046 pontos.

Às 18h, o Banco Central do Brasil anuncia a decisão sobre os juros domésticos. Em consenso, o mercado espera uma queda de 0,5 ponto percentual na Selic.

Além de juros mais baixos, a alta da Bolsa foi beneficiada por uma valorização de 6,97% das ações da Magazine Luiza, a R$ 44,02, com um resultado trimestral mais positivo que o esperado pelo mercado.

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