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Bolsa atinge mínima em um ano e barreira dos 100 mil pontos fica ameaçada

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira caiu 1,39% nesta quarta-feira (17), a 102.948 pontos, a mais baixa desde 12 de novembro do ano passado. A desvalorização neste ano chegou a 13,5% em 2021. O dólar subiu 0,49%, a R$ 5,5260.

O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário do país, acumula três quedas consecutivas e uma baixa de 4,32% deste a última quinta-feira (11). Analistas apontam o cenário de incerteza fiscal e a piora das perspectivas econômicas como as principais causas da deterioração.

Neste pregão, outros fatores ainda pioraram o desempenho do índice, com destaque para desvalorizações no setor de commodities e um cenário de maior aversão ao risco no exterior.

Ações de empresas frigoríficas fecharam em queda após proposta da Comissão Europeia de proibir a importação de produtos do agronegócio considerados fortemente ligados ao desmatamento e à degradação florestal. Os frigoríficos Minerva, JBS, Marfrig e BRF recuaram 3,34%, 1,73%, 1,09% e 0,62%, respectivamente.

O petróleo Brent recuou 2,73%, a US$ 80,18% (R$ 440,88), levando as ações preferenciais da Petrobras a caírem 2,53%. A Vale perdeu 2,01%, acompanhando a desvalorização do minério de ferro no mercado internacional.

Apesar do peso no pregão desta quarta, as perdas dos principais produtores de mercadorias para a exportação do país são coadjuvantes na história sobre os recentes prejuízos na Bolsa.

Para Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos, o mercado passa a considerar mais seriamente que o país ruma para um cenário de descontrole fiscal, o que pode até mesmo levar o Ibovespa a cair abaixo dos 100 mil pontos.

"O Ibovespa encontrou essa região mínima dos 103 mil pontos em 22 de outubro e, se o rompimento dessa barreira se consolidar, os movimentos de queda podem ocorrer de forma mais expressiva", disse Oliveira.

A tensão envolvendo o risco fiscal do país persiste enquanto há dúvidas sobre a aprovação no Senado da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios.

A PEC, que autoriza o presidente de Jair Bolsonaro (sem partido) a furar o teto de gastos e dar um calote nas dívidas judiciais da União em 2022, é aceita pelo mercado como uma saída para que o governo consiga pagar o Auxílio Brasil e, assim, possa fechar o Orçamento do próximo ano.

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, chama a atenção para o fato de Bolsonaro ter reafirmado intenção em reajustar o salário de todos os servidores públicos com os recursos abertos no Orçamento pela aprovação da PEC dos Precatórios.

"Fiscalmente nem a PEC dos Precatórios tem cabimento, muito menos as pretensões expansionistas do governo, seja com reajuste de servidores ou com a própria elevação do Bolsa Família", diz Sanchez.

"A sinalização do presidente é muito ruim em termos econômicos. Primeiro mostra um desconhecimento orçamentário absurdo, mas também traz à mesa pretensões completamente descabidas pela ótica da restrição orçamentária", afirma o analista.

A IFI (Instituição Fiscal Independente) estima que cada ponto percentual que o governo der de reajuste linear terá um custo de R$ 4 bilhões.

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram 0,58%, 0,26% e 0,33%.

A aversão aos investimentos de risco aumentou em Wall Street devido a temores da inflação e a preocupações com a cadeia de suprimentos infladas pelos lucros de varejistas, com investidores apostando que o Federal Reserve, o banco central americano, aumentará as taxas de juros mais cedo do que o esperado para controlar a alta dos preços.

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Colaborou Lucas Bombana

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