Mercado fechará em 2 h 31 min
  • BOVESPA

    121.813,66
    -95,38 (-0,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.343,88
    -523,27 (-1,05%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,24
    +0,32 (+0,49%)
     
  • OURO

    1.834,40
    -3,20 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    56.323,28
    -1.045,50 (-1,82%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.505,36
    +1.262,68 (+520,31%)
     
  • S&P500

    4.150,93
    -37,50 (-0,90%)
     
  • DOW JONES

    34.249,27
    -493,55 (-1,42%)
     
  • FTSE

    6.947,99
    -175,69 (-2,47%)
     
  • HANG SENG

    28.013,81
    -581,89 (-2,03%)
     
  • NIKKEI

    28.608,59
    -909,71 (-3,08%)
     
  • NASDAQ

    13.310,50
    -46,25 (-0,35%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3549
    +0,0147 (+0,23%)
     

Bolsa acumula alta de 2% na semana impulsionada por otimismo no exterior

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira encerrou esta sexta-feira (9) com queda de 0,54%, aos 117.669 pontos. Apesar do recuo, o Ibovespa, principal índice acionário do país, acumulou 2% de alta nesta semana, beneficiado por perspectivas favoráveis para a recuperação da economia americana. Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Dow Jones renovaram recordes nos últimos pregões após sinais melhores sobre a atividade e de que o Federal Reserve não está nem perto de reduzir seu apoio àquela economia. O país também acelerou o ritmo de vacinação contra a Covid-19. Para o analista da Clear Corretora, Rafael Ribeiro, a Bolsa brasileira encerrou a semana testando justamente os 118 mil pontos, faixa decisiva para o restante do mês e para definir o rumo no curtíssimo prazo. "Se finalmente conseguir romper esse patamar, a tendência de alta de curto prazo voltará a ganhar força e temos como alvo a faixa de 120 mil pontos, topo cravado em fevereiro deste ano", afirmou. Para ele, apesar do lado positivo trazido pelo bom humor das Bolsas internacionais, os investidores ainda têm no radar o imbróglio com relação ao Orçamento que retira o apetite por risco em vista do fiscal e se traduz na alta da curva de juros. A queda no volume financeiro negociado diariamente na bolsa em abril também referenda os receios com o cenário doméstico, com a média neste mês em R$ 27,4 bilhões, contra R$ 36,9 bilhões em março, R$ 38,6 bilhões em fevereiro e R$ 36,3 bilhões em janeiro. Estrangeiros também continuam mostrando saída líquida do mercado acionário secundário brasileiro, com o saldo em abril negativo em R$ 47,7 milhões até o dia 7. Em todo o mês anterior, o déficit foi de R$ 4,6 bilhões. Em fevereiro, as saídas superaram as entradas em R$ 6,8 bilhões. O cenário doméstico também influenciou no dólar que, por sua vez, encerrou a sessão desta sexta-feira (9) com alta de 1,79%, a R$ 5,6740, chegando a superar R$ 5,68 no pior momento do dia. Operadores comentaram sobre notícias de que pareceres da Câmara e do Senado recomendariam a sanção sem vetos da peça orçamentária e que, entre as opções para recompor as despesas obrigatórias, poder-se-ia recorrer a projeto de lei ou decreto. O mercado teme maquiagem fiscal, o que poderia colocar em xeque o teto de gastos –e, por tabela, a permanência no cargo de Paulo Guedes, ministro da Economia, que já vem acumulando reveses em temas fiscais– e lançar mais dúvidas sobre os rumos da política fiscal. No câmbio, o real de longe teve o pior desempenho no mundo, numa sexta marcada por fortalecimento global da divisa americana. O Banco Central, apesar disso, evitou anunciar operações de venda de moeda. Autoridades do BC, incluindo o presidente Roberto Campos Neto, voltaram a falar de câmbio nesta sexta, afirmando que o BC monitora os efeitos da desvalorização cambial sobre a inflação, mas sem realizar atuações no mercado com objetivo de amenizar pressão sobre os preços. Na semana, o dólar ainda acumulou queda de 0,69%. A cotação sobe 0,79% em abril, elevando os ganhos no ano para 9,31%.