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"Bolhas" densas no manto terrestre seriam os restos da colisão que formou a Lua

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Em seus primeiros milhares de anos, a Terra foi constantemente bombardeada por grandes corpos celestes. Aproximadamente 4,5 bilhões de anos atrás, segundo a hipótese do grande impacto, um planeta vizinho de tamanho similar ao de Marte, chamado Theia, teria se chocado contra o nosso. Esta seria a explicação para a formação da Lua e também para a presença de grandes bolhas de material denso nas profundezas do manto terrestre — fragmentos remanescentes dessa colisão —, segundo artigo recém-publicado na revista Science.

O novo estudo propõe que as chamadas Grandes Províncias de Baixa Velocidade de Cisalhamento (LLSVPs, sigla em inglês), seriam os restos mortais do protoplaneta. São duas “bolhas” com até mil quilômetros de altura, localizadas abaixo da África Ocidental e do Oceano Pacífico. Qian Yuan, Ph.D. em geodinâmica na Arizona State University (ASU) e um dos autores do artigo, acredita que sejam as próprias entranhas de Theia: “essa ideia maluca é pelo menos possível”, acrescenta. Essas bolhas são, até o momento, as maiores estruturas no manto da Terra.

Representação computacional baseada em dados de sismógrafos das densas bolhas no manto terrestre (Imagem: Reprodução/Quanta Magazine)
Representação computacional baseada em dados de sismógrafos das densas bolhas no manto terrestre (Imagem: Reprodução/Quanta Magazine)

Os LLSVPs também poderiam ser explicados como a cristalização do magma primordial do manto terrestre ou poças densas de rocha no manto que teriam sobrevivido ao grande impacto. O ponto crucial na pesquisa de Yuan é a evidência sismológica de que os LLSVPs são quimicamente diferentes das rochas e do manto que os cerca — além de, juntos, conterem cerca de seis vezes mais massa do que a Lua. Segundo os autores do artigo, apenas um planeta com a massa de Theia seria capaz de colocar esse material aqui — modelos indicam que, após a colisão, o núcleo de Theia teria se fundido rapidamente com o da Terra.

Embora as análises não sejam conclusivas, o co-autor Steven Desch, da ASU, diz que a equipe poderia testar esta ideia através da comparação geoquímica entre as ilhas de lavas da terra com as rochas do manto lunar. Acontece que as amostras coletadas pela missão Apollo apresentam não apresentam o manto inalterado. Para isso, é necessário que em futuras missões, amostras da maior cratera de impacto da Lua — localizada em seu polo sul —, sejam coletadas para esta finalidade.

Ilustração da hipótese do grande impacto, que seria responsável pela formação da Lua e do material das bolhas no manto terrestre, 4,5 bilhões de anos atrás. (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Ilustração da hipótese do grande impacto, que seria responsável pela formação da Lua e do material das bolhas no manto terrestre, 4,5 bilhões de anos atrás. (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Descobrir a natureza destas grandes bolhas densas pode fornecer mais respostas quanto à formação da Lua e até mesmo explicar uma dinâmica ainda mais violenta no passado distante da Terra como conhecemos até o momento.

O artigo com mais detalhes sobre a pesquisa está disponível na revista Science.

Fonte: Canaltech

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