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Bolha estranha criada em laboratório "sobrevive" por mais de um ano

·2 min de leitura

Uma simples bolha bateu um recorde ao durar por incríveis 465 dias, mantendo sua forma por mais de um ano. A ideia do experimento, conduzido por físicos da Universidade de Lille, na França, era criar um tipo de material capaz de formar bolhas que durassem muito mais do que as delicadas bolhas de sabão.

Todo mundo que já brincou com bolhas de sabão sabe que elas duram poucos segundos, mas já parou para pensar no motivo? Existem basicamente três fatores para isso: a gravidade, que pode drenar o material da membrana; a evaporação, que diminui a quantidade de líquido presente; e a presença de minúsculos núcleos de gases no ar que desestabiliza a estrutura.

A criação de bolhas mais resistentes poderia resultar em novos materiais com propriedades ainda desconhecida, então os cientistas usaram outros ingredientes. Em especial, algo chamado glicerina (ou glicerol).

Eles também utilizaram algo chamado "gas marbles" (ou esferas de gás, em uma tradução livre), apresentadas em outro estudo de 2018. São bolhas de gás cujas conchas são feitas de partículas líquidas e parcialmente umedecidas, cercadas por gás ambiente. Com esas abordagem, as partículas de polímero permitem que as bolhas durem tanto tempo.

Da esquerda para a direita: bolhas de sabão; bolhas de gás à base de água; e bolhas de gás água-glicerol (Roux et al., Phys. Rev. Fluids, 2022)
Da esquerda para a direita: bolhas de sabão; bolhas de gás à base de água; e bolhas de gás água-glicerol (Roux et al., Phys. Rev. Fluids, 2022)

Liderada por Aymeric Roux, da Universidade de Lille, Roux, a equipe tentou diferentes tipos de bolhas. As tradicionais bolhas de sabão foram incluídas para comparações, mas o experimento foi constituído por bolhas de gás de partículas de náilon e água, e depois partículas de náilon e uma mistura de água e glicerol.

Bolhas de gás à base de água sobreviveram por períodos entre 6 e 60 minutos. Por outro lado, tiveram duração entre 101 e 465 dias. A equipe a firma que essa diferença só foi possível graças à adição de glicerol, que absorve rapidamente a umidade do ambiente ao redor, ou da atmosfera, repondo o que foi evaporado da bolha.

Além disso, as partículas de nylon evitam que a membrana da bolha escoe devido à gravidade. Por fim, a bolha do experimento fica sem os núcleos de gás que desestabilizam bolhas de sabão. De acordo com os pesquisadores, esses resultados ​​sugerem que uma nova classe de objetos pode ser criada a partir dessa mistura de materiais.

A pesquisa foi publicada na revista Physical Review Fluids.

Fonte: Canaltech

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