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Boletim oficial: Brasil tem 11 óbitos e 904 infectados pelo novo coronavírus

Fidel Forato

Hoje (20), o Ministério da Saúde informa que subiu para 940 o número de casos confirmados do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil, de acordo com as informações repassadas pelos estados ao órgão. Até o momento, 11 mortes já foram oficialmente confirmadas, sendo nove no estado de São Paulo e duas no Rio de Janeiro.


Até o momento, 24 estados e o Distrito Federal apresentam casos da doença, sendo que apenas Roraima e Maranhão não possuem pacientes confirmados com COVID-19. Entre as regiões brasileiras, o Sudeste concentra 61,1% das confirmações do novo coronavírus, com 553 casos, seguido pelo Nordeste (134 casos), Centro-Oeste (112), Sul (90) e Norte (15).

Aumenta número de óbitos do novo coronavírus no Brasil (Foto: Reprodução/ Prefeitura do Rio)

Saiba mais sobre o novo coronavírus:

A Plataforma IVIS, que registra e detalha os casos do coronavírus no país, sendo alimentada pelas secretarias de saúde dos estados, está fora do ar desde ontem, para manutenção e possível reformulação por conta do elevado número de acessos.

Calamidade pública

O Ministério da Saúde também passa a reconhecer a transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o território nacional. Mesmo que nem todas as regiões apresentem o mesmo nível de transmissão, como o Norte com apenas 1,6% do total de casos, toda a população brasileira deve participar do esforço coletivo para conter o aumento das contaminações.


Em termos práticos, a declaração é um comando do Ministério da Saúde para que os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas.

Diante desse cenário, o país entra em uma nova fase para combater a COVID-19, criando condições para diminuir os danos que o vírus pode causar à população, principalmente, pela prevenção de novas infecções. No entanto, o Ministério da Saúde esclarece que esse momento é passageiro e, em breve, retornaremos à normalidade. “Não há motivo para preocupação exagerada e a participação de todos demonstrará o quanto o nosso país é forte”, destaca Wanderson Oliveira.

Remédios contra coronavírus?

Um crescente número de tuítes e matérias está veiculando informações sobre medicamentos que contêm hidroxicloroquina (droga anti-malária) e azitromicina (antibiótico) para o tratamento da COVID-19, no entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece: "Esses medicamentos são registrados pela Agência para o tratamento da artrite, lúpus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária."

Além disso, a agência comenta que "não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da COVID-19. Portanto, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus".

No entanto, existem casos em tratamento com a combinação entre os dois princípios ativos que vêm apresentando melhora em quadros de pacientes aqui no Brasil. Segundo o diretor da Prevent Senior, um paciente já iniciou os tratamentos com as duas drogas e apresentou melhora nos últimos quatro dias.

Ainda nesta semana, um estudo publicado na International Journal of Antimicrobial Agents encontrou evidências significativas de que a combinação entre os fármacos pudesse exercer efeito na neutralização do novo coronavírus no organismo humano. Apesar dos achados serem animadores, ainda não é conclusiva sua efiácia, o que exige que mais estudos sejam realizados na área.

Fonte: Canaltech

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