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Boletim: Brasil tem quase 6 mil casos de COVID-19 e ultrapassa 200 óbitos

Fidel Forato

Hoje (31), o Ministério da Saúde atualizou o número de casos da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil, em live divulgada pelas redes sociais. Nessa terça-feira, até às 15h, foram registrados 5.717 casos positivos para a COVID-19, o que representa um aumento superior a mais de mil novos pacientes nas últimas 24 horas, de acordo com os dados oficiais.


Ainda de acordo com as informações compartilhadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país, o número de óbitos aumentou de 159 para 201. Em 24h, o Brasil registrou 42 novas mortes pela COVID-19. Mesmo assim, a taxa de letalidade da doença no Brasil permanece em 3,5%, de acordo com as autoridades de saúde.

Recorde da epidemia: são mais de mil novos casos do novo coronavírus no Brasil, segundo autoridades (Foto: Reprodução/ iNews)

Entre as regiões brasileiras, o Sudeste segue como epicentro da COVID-19, com 3.406 pacientes infectados, o que representa 60% dos casos brasileiros. Em segundo lugar está o Nordeste, com 875 casos confirmados, seguido pelo Sul (672 casos), Centro-Oeste (470) e Norte (294).

Quanto aos estados brasileiros, desde a chegada do novo coronavírus, o estado de São Paulo segue concentrando os casos da infecção, com 2.339 pacientes e 136 óbitos. Também registram elevados números da COVID-19 o estado do Rio de Janeiro, com 708 casos e 23 óbitos; e o Ceará, que apresenta 390 casos e, até o momento, sete óbitos.

Confira outros estados que já apresentam óbitos em decorrência do novo coronavírus: Pernambuco (6); Rio Grande do Sul (4); Piauí (4); Amazonas (3); Distrito Federal (3); Paraná (3); Minas Gerais (2); Santa catarina (2); Bahia (2); Alagoas (1); Goiás (1); Maranhão (1); Mato Grosso do Sul (1); Rio Grande do Norte (1); Rondônia (1).

Estado de São Paulo ainda é epicentro do novo coronavírus no Brasil (Foto: Reprodução/ Ministério da Saúde)

Apenas os estados do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Tocantins, Paraíba, Sergipe, Espírito Santo e Mato Grosso não têm, até o momento, mortes confirmadas pela doença, mas também registram casos confirmados, assim como os demais estados brasileiros.

Questão da influenza

Em paralelo à crise da COVID-19, o Governo Federal antecipou a vacinação anual contra o vírus da gripe, a influenza, para idosos e profissionais da saúde, que mesmo sem eficácia contra o novo coronavírus, deve auxiliar no diagnóstico precoce da nova doença.

Isso porque, quando vacinado e apresentando sintomas como febre e problemas respiratórios, os médicos podem descartar a gripe do diagnóstico de pacientes idosos e iniciar o isolamento, por exemplo. Vale lembrar que alguns sintomas entre as duas infecções são parecidos, e além disso a vacinação ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde de modo desnecessário.

Até dia 21 de março, O Ministério divulgou que foram registrados 204 casos e 19 óbitos por Influenza A (H1N1) pdm09; 181 casos e 17 óbitos por Influenza B; e 21 casos e 3 óbitos por Influenza A (H3N2) — todos tipos comuns da gripe. Essa informação é importante para conscientizar a população de que outras doenças também podem acometer o sistema respiratório durante essa época do ano.

Disque saúde 136

Para saber mais ou tirar dúvidas sobre a COVID-19, a população também pode contar com o serviço de informações do Disque Saúde 136. Essa linha é mais um canal para a população se informar sobre o novo coronavírus. E de acordo com o primeiro balanço, entre os dias 27 de janeiro e 25 de março de 2020, foram recebidas 903.157 ligações, o que dá uma média de 15.307 atendimentos por dia.

Além disso, o aplicativo do Coronavírus SUS já foi baixado por mais de 3,5 milhões de usuários e, agora, ganha update que permite aos usuários receberem alertas, pelo smartphone, sobre a situação da pandemia no país. O conteúdo do app também estará disponível nas línguas espanhola e inglesa.


Fonte: Canaltech

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