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BofA espera moderação da atividade brasileira nos próximos meses, eleva expectativa de inflação

·2 minuto de leitura
Consumidor faz compras em supermercado do Rio de Janeiro

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade econômica brasileira deve continuar se acomodando nos próximos meses em meio a ruídos políticos, disrupções na cadeia de oferta e crise nos reservatórios de água, disse o Bank of America em relatório desta quarta-feira.

O documento foi divulgado na esteira de dados que mostraram que o Produto Interno Bruto brasileiro caiu 0,1% no período de abril a junho, depois de ter avançado por três trimestres consecutivos. [L1N2Q30U9]

"Esperamos que a atividade econômica continue mostrando moderação no terceiro trimestre de 2021 devido ao fim dos pagamentos do 'coronavoucher' em julho, ruídos políticos crescentes, disrupções no lado da oferta -- que estão causando altos preços de custo e escassez de insumos -- e baixos níveis nos reservatórios de água", disse o BofA em relatório assinado por David Beker, chefe de economia e estrategista no Brasil.

O principal risco positivo para a atividade seria um desempenho melhor do que a expectativa do setor de serviços em meio à reabertura da economia, afirmou o banco.

Segundo o relatório, o BofA continua enxergando sua estimativa de crescimento do PIB de 5,2% em 2021 como "apropriada".

Por outro lado, o credor global ajustou suas perspectivas para a alta dos preços no Brasil neste ano e no próximo, mostrou relatório separado de terça-feira.

O BofA agora espera que o salto da inflação oficial seja de 7,75% ao final de 2021, ante projeção anterior de alta de 7%. Para 2022, a expectativa é de que a inflação avance 4,0%, contra estimativa de 3,8% anteriormente.

"Essas revisões são devido a surpresas recentes nos preços administrados (especialmente custos de energia)", afirmou o BofA.

Dados da semana passada mostraram que a pressão de energia elétrica levou a prévia da inflação oficial do Brasil a disparar para o nível mais alto para um mês de agosto em quase duas décadas.

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