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Boeing recebe autorização para lançar constelação de satélites de internet

·2 min de leitura

Em 2017, a Boeing solicitou uma licença para criar uma constelação de satélites de internet, a fim de proporcionar conectividade através da banda V do espectro. Passados quase cinco anos, nesta quarta-feira (3) a Federal Communications Commission (FCC), entidade reguladora de telecomunicações nos Estados Unidos, autorizou a empresa a seguir com o projeto. Agora, a Boeing entrará em um mercado emergente, em que poderá construir, lançar e operar sua própria constelação de satélites, formada por quase 150 unidades.

Essa constelação será dividida em duas partes: 132 dos satélites ficarão na órbita baixa da Terra, a uma altitude de 1.056 quilômetros, enquanto os outros 15 serão lançados para uma órbita não geoestacionária, a uma altitude entre 27.355 e 44.221 km. A ideia é que os satélites forneçam internet de banda larga e serviços de comunicação para clientes residenciais, incluindo também usuários governamentais e empresariais nos Estados Unidos, Porto Rico e Ilhas Virgens — mas isso apenas enquanto a rede é construída, já que, quando finalizada, poderá atender o mundo todo.

A constelação da Boeing terá 147 unidades, tornando a empresa mais uma competidora no mercado emergente de satélites de banda larga na órbita baixa da Terra (Imagem: Reprodução/NASA)
A constelação da Boeing terá 147 unidades, tornando a empresa mais uma competidora no mercado emergente de satélites de banda larga na órbita baixa da Terra (Imagem: Reprodução/NASA)

A transmissão da conexão acontecerá na banda V, uma seção do espectro eletromagnético com maior frequência que as banda Ka e Ku, aquelas adotadas pelos satélites Starlink, da SpaceX, e pelos futuros satélites do projeto Kuiper, da Amazon. Na prática, esta banda permite transferências de dados com maior velocidade, mas, como tem mais dificuldades para penetrar em objetos sólidos, acaba apresentando também maiores riscos de interferência — tanto que, em 2019, a SpaceX alertou a Boeing que a constelação poderia prejudicar outras em órbita, tanto pelas interferências e quanto pelo aumento do risco de colisões entre satélites.

A Boeing solicitou à FCC o lançamento de apenas cinco satélites ao longo dos seis primeiros anos, pedindo também uma janela de 12 anos para lançar todas as unidades necessárias para a constelação. A entidade recusou as solicitações e, agora, a empresa tem seis anos para lançar metade dos satélites e outros nove para implantar a rede completa. Embora tenha expertise na construção de grandes satélites para a órbita geoestacionária, a Boeing adquiriu a Millennium Space Systems em 2018 para poder atender também as demandas do mercado de satélite não geoestacionários de banda larga.

Segundo um oficial da empresa, a Boeing enxerga à frente um futuro multi-órbita para tecnologias de satélites. “Conforme a demanda por satélites de comunicação cresce, a diversidade será exigida pelos regimes orbitais e frequências para atender as demandas únicas dos clientes, e vemos que a banda V pode ajudar nessa diversidade”, explicou o representante. ”Enquanto a solicitação era analisada pelo FCC, continuamos trabalhando para identificar casos de uso para a banda V e amadurecer as tecnologias”.

Fonte: Canaltech

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