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Boeing não recebe encomendas de aviões em janeiro

Poliana Santos
Boeing não recebe encomendas de aviões em janeiro

A Boeing informou que não recebeu nenhuma encomenda de aeronaves em janeiro deste ano. Essa é a primeira vez em que isso corre no mês desde 1962. A fabricante norte-americana se encontra em crise com a suspensão do avião mais vendido, 737 MAX, após duas tragédias.

Os clientes da Boeing tem evitado fazer novos negócios até que o principal avião da empresa seja liberado pelos reguladores dos EUA. Por sua vez, a fabricante europeia Airbus, sua maior concorrente, anunciou que em janeiro registrou seu maior número de pedidos em 15 anos. As encomendas brutas totalizaram 296 aviões e as encomendas líquidas somaram 274 aeronaves.

No mesmo período, no ano passado, a fabricante norte-americana havia registrado 45 encomendas brutas e entregou 46 aviões. A crise da Boeing resultou em perdas de bilhões de dólares e seus fornecedores tiveram que demitir funcionários devido a incerteza da retomada do 737 MAX.

A fabricante não pode comercializar o modelo e as companhias aéreas não podem operar com os aviões, o que causou milhares de cancelamentos de voos. A dívida da Boeing totaliza US$ 27,3 bilhões (R$ 118,27 bilhões) e permanece em crescimento.

Crise na Boeing afeta PIB dos EUA

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país será afetado pela crise da Boeing. Mnuchin acredita que o crescimento deva ser menos de 3% no ano de 2020.

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Além da crise da fabricante o secretário disse que a epidemia coronavírus pode contribuir para esse resultado. No entanto, o conselheiro econômico de Washington, Larry Kudlom, afirmou, na última sexta-feira (7), que não espera grande impacto do vírus na economia dos EUA.

"Penso que nossa projeção foi reduzida por causa da Boeing e outros impactos, então será menor. Acho que teríamos atingido os 3% de novo, a Boeing, teve um grande impacto em nossas exportações, sendo o maior exportador", disse Mnuchin.