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Boeing espera a luz no fim do túnel após anos de caos

A gigante americana Boeing assinou, nesta segunda-feira (18), grandes contratos no primeiro dia do Salão Aeronáutico de Farnborough, no Reino Unido, com os quais espera sair da crise mais profunda da sua história, marcada pelos acidentes envolvendo seus 737 MAX e problemas com o seu jumbo jets.

A companhia aérea americana Delta fez um pedido de 100 aeronaves 737 MAX 10, no valor de US$ 13,5 bilhões a preço de tabela. O acordo também prevê a opção de compra de mais 30 aeronaves.

A companhia aérea japonesa ANA confirmou a aquisição de vinte MAX 8 (2,4 bilhões de dólares a preço de tabela) com opção de mais dez aeronaves, além de dois 777-8 para transporte de carga.

Estas encomendas são um sinal de confiança neste dispositivo, que esteve imobilizado durante 20 meses, de março de 2019 a dezembro de 2020, após dois acidentes mortais.

"Estamos gerenciando a crise mais difícil pela qual já atravessamos. Não terminou", mas a fabricante está colocando seus aviões MAX "de volta em serviço para (seus) clientes", declarou o CEO da Boeing, Dave Calhoun, em entrevista com o Financial Times.

Desde o retorno do MAX, a Boeing tenta fazer as pazes com as autoridades e reguladores dos Estados Unidos, reconhecendo parcialmente sua responsabilidade nos acidentes e pagando vários bilhões de dólares para resolver os processos.

Em relação ao MAX, "os obstáculos mais graves" foram superados, resumiu Michel Merluzeau, da empresa especializada AIR, destacando, no entanto, que "muitas questões ainda precisam ser resolvidas pelos fornecedores", ligadas aos problemas da cadeia global de abastecimento, falta de pessoal e a crise na Ucrânia.

Esses distúrbios podem afetar negativamente o ritmo de produção da Boeing.

"Estaremos limitados por problemas de fornecimento por um tempo", admitiu Stan Deal, presidente da divisão comercial da Boeing, durante uma entrevista com repórteres no domingo.

O futuro do MAX 10 também está nas mãos do Congresso dos Estados Unidos, que deve decidir até o final de dezembro se concede ou não uma dispensa a uma lei que impõe novos padrões para o sistema de alerta da tripulação.

Dave Calhoun deu a entender em uma entrevista recente à Aviation Week que a empresa poderia descartar o MAX 10 se o modelo não obtiver uma isenção ou não for certificado até o final do ano.

A falta de certificação implicaria em treinamento adicional para os pilotos, tornando o modelo mais caro para as empresas, que poderiam desistir dele.

No mercado de grandes aeronaves comerciais, a maioria das entregas do 787 Dreamliner está congelada desde que  defeitos de fabricação foram descobertos em 2020.

Quanto à futura versão do 777, o 777X, sua certificação foi novamente adiada para 2025, para cumprir os regulamentos.

Junho passado foi, com 51 aeronaves entregues (incluindo 43 MAX), o melhor mês da Boeing desde março de 2019.

- Saúde frágil -

Ainda sem se recuperar dos efeitos da pandemia e de seus próprios tormentos, o grupo está em um estado de saúde delicado, com uma dívida que no final de março era de quase 58 bilhões de dólares.

"Financeiramente, a empresa não corre risco existencial", assegurou Michel Merluzeau, que acredita que certos programas, principalmente no setor da defesa, serão rentáveis a longo prazo.

Esse seria o caso do avião-tanque militar KC-46 ou do MQ-25, o futuro drone de reabastecimento da Marinha dos EUA.

A Boeing também tem ambições no campo da conquista do espaço.

Sua cápsula Starliner, que transportará astronautas da Nasa para a Estação Espacial Internacional, passou por um teste importante no final de maio, mas precisa enfrentar a SpaceX, empresa de Elon Musk.

Resta a questão do lançamento de um novo modelo para ocupar o segmento de mercado entre o MAX e o 787 e concorrer com o Airbus A321, em particular a sua versão de muito longo alcance.

No início de 2020, Calhoun enterrou o projeto NMA (New Midsize Aircraft), na mesa por anos, mas muitos observadores acreditam que a Boeing poderia relançá-lo para não arriscar ceder muito mercado para seu concorrente europeu.

"Seria uma aeronave um pouco maior que o A321, com cerca de 240-270 passageiros", previu Merluzeau, esperando um anúncio nesse sentido no próximo ano e a entrada em serviço do modelo por volta de 2030.

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