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Boca Livre racha de vez com saída de mais um integrante por causa da vacina

THIAGO BETHÔNICO
·3 minuto de leitura

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Quatro dias após os músicos Zé Renato e Lourenço Baeta anunciarem suas saídas do Boca Livre, foi a vez de David Tygel deixar o grupo. "Depois de pensar, de sofrer, de me reservar ao direito de sonhar, de me respeitar... Abandono esse projeto que criei com tanto carinho", escreveu o artista em sua rede social, nesta quarta-feira (20). Assim como seus ex-colegas de quarteto, Tygel disse ter tomado a decisão por divergências ideológicas com Maurício Maestro, que teriam chegado ao limite após o músico dizer que não iria se vacinar contra o coronavírus. Segundo Tygel, a presença de uma pessoa no grupo que se identifica com uma postura antivacina encerra qualquer possibilidade de eles trabalharem juntos. "Eu sou totalmente a favor da vacina, então houve um corte na relação com o Maurício. Esse Boca Livre que as pessoas tanto se identificaram, e para o qual eu dei 40 anos da minha vida, esse Boca Livre não existe mais", disse por telefone. Maestro é apoiador de Jair Bolsonaro (sem partido) e, nas redes sociais, costuma compartilhar publicações de aliados do presidente. Entre as mais recentes, há um vídeo do blogueiro Allan dos Santos, que é investigado no inquérito da fake news no Supremo Tribunal Federal, e outro de Olavo de Carvalho, considerado um guru dos bolsonaristas. Procurado, ele disse que não iria comentar a saída de Tygel do grupo, a qual chamou de "decisão pessoal". Parceiros mais antigos do quarteto, David Tygel e Maurício Maestro frequentaram o mesmo colégio no Rio de Janeiro e, em 1966, formaram o grupo Momento 4uatro. Após o encerramento do conjunto, os dois ficaram um período separados antes de fundarem o Boca Livre em 1978. Tygel explica que foi essa relação de longa data com Maestro que o fez pensar duas vezes antes de deixar o quarteto com Zé Renato e Lourenço Baeta. Segundo ele, ainda passava em sua cabeça a possibilidade de continuar com o Boca Livre apesar das discordâncias. "Isso era uma loucura minha obviamente, mas fez com que demorasse alguns dias até tomar minha decisão", afirmou. O músico disse que telefonou para o colega para conversar sobre a situação. "Eu disse 'Maurício, essa sua posição realmente nos afasta ideologicamente, nos afasta politicamente e nos afasta pessoalmente, porque é impossível conciliar a arte e a vida num momento em que você está defendendo uma posição que não é nem uma questão de política, é uma discussão de genocídio", disse. Com isso, o quarteto vocal carioca formado há mais de 40 anos perde três integrantes. Como a marca pertence a Maestro, ainda não se sabe se ele vai manter o Boca Livre ativo. Por enquanto, Tygel diz que seguirá com os trabalhos de professor universitário e como compositor de músicas para filmes. "Eu estou fazendo trilhas para dois longas-metragens e sou um professor realizado: tenho mais de 150 alunos por semana aqui no Rio de Janeiro. No momento, não tem nem como pensar em trabalhar em um [novo] grupo vocal", afirmou. Já em relação a Maurício Maestro, a quem chama de "um gênio musical e grande companheiro", ele diz ter esperança de que as coisas mudem. "Espero que um dia caia a ficha do Maurício e ele possa seguir a vida dele com mais abertura, revendo essa posição em que ele se encontra, mas eu não tenho controle sobre isso. E como eu não tenho esse controle, a melhor decisão foi sair do grupo", comentou.