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Boatos dizem que o Kindle vai sair da China, mas Amazon nega

·2 min de leitura

Nesta terça-feira (4), boatos de que o Kindle, o leitor digital da Amazon, iria deixar a China, circularam na internet do país, a hashtag associada aos rumores da saída do Kindle na Weibo, considerada o Twitter da China, foi lida mais de 16 milhões de vezes.

De acordo com alguns internautas, todos os modelos do aparelho estavam fora de estoque na loja oficial da marca na plataforma de comércio eletrônico chinesa, JD.com, nesta terça-feira.

"Continuamos comprometidos com nossos clientes na China. Os clientes podem continuar a comprar leitores eletrônicos Kindle de varejistas on-line, offline e de terceiros", disse a Amazon China em um comunicado oficial, negando os boatos.

Apesar de estar esgotado na JD.com, o leitor digital da Amazon ainda podia ser encontrado em algumas lojas do Alibaba. Representantes de atendimento ao cliente de ambas as plataformas afirmaram não ter recebido nenhum aviso sobre mudanças na disponibilidade do Kindle na China.

"O fabricante está sem estoque atualmente. Os produtos chegarão no futuro", disse um representante da loja principal da Kindle na JD.com.

A loja oficial do Kindle na T-mall, do Alibaba, foi encerrada no final de outubro de 2021 e desde então não foi mais restaurada. Não se sabe se isso também ocorrerá com a loja oficial do aparelho na JD.com.

Kindle pode deixar de ser vendido na China (Imagem: Ivo/Canaltech)
Kindle pode deixar de ser vendido na China (Imagem: Ivo/Canaltech)

A Amazon entrou no mercado chinês em 2004 com a aquisição da Joyo.com, uma livraria online fundada pelo co-fundador e CEO da Xiaomi, Lei Jun. A gigante norte-americana então renomeou a empresa com o nome de “Amazon China'' em 2011.

Em 2013, a versão chinesa da Amazon lançou o Kindle em sua plataforma local de comércio eletrônico, quase seis anos após o lançamento da primeira versão do aparelho. Porém, a empresa sediada em Seattle, encerrou suas atividades na China em abril de 2019, devido à concorrência crescente no país asiático, mantendo apenas o Kindle e as seções de comércio transfronteiriço no catálogo de serviços da empresa na segunda maior economia do mundo.

Diversos gigantes da tecnologia dos Estados Unidos têm enfrentado crescentes pressões regulatórias operando na China, com o Yahoo sendo a última grande empresa de mídia social a se retirar no ano passado, e o LinkedIn reformulando sua plataforma no país, ambas as companhias citaram um ambiente operacional muito desafiador.

No mês passado, a Amazon enfrentou uma série de críticas após a Reuters informar que a versão chinesa da plataforma estaria cooperando com as exigências do governo chinês, de desativar as classificações e os comentários sobre um livro de discursos e escritos do presidente chinês Xi Jinping na Amazon.cn.

Fonte: Canaltech

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