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Boate Kiss: Justiça negou pedido de réu para fazer demonstração com sinalizador durante o júri

·2 min de leitura

RIO - A defesa do produtor musical Luciano Bonilha Leão, um dos réus julgados por homicídio no incêndio da Boate Kiss, teve negado um pedido para realizar a demonstração de um sinalizador durante o tribunal do júri que começou ontem em Porto Alegre. A intenção dos advogados era acender um artefato similar ao que deu início ao fogo na casa noturna e levou à morte de 242 jovens, em 2013.

Leão, produtor musical da banda Gurizada Fandagueira, teria sido o responsável por adquirir e acender o sinalizador no palco da Boate Kiss, de acordo com a acusação. O pedido da defesa foi negado em 5 de novembro.

Na decisão, o juiz Orlando Faccini Neto afirma que as reconstituições são práticas comuns em casos como esse — porém, durante as fases de investigação e mediadas por autoridades policiais. Além disso, o espaço pedido para a demonstração, o auditório do Foro Criminal de Porto Alegre, seria muito diferente do espaço onde os fatos se deram, a Boate Kiss, em Santa Maria.

Ao jornal Correio do Povo, o advogado Jean Severo, que defende Leão, afirmou que o objetivo da demonstração seria mostrar que a espuma usada como isolamento acústico na casa de shows não era adequada ao ambiente. Segundo a decisão do juiz sobre o pedido, "não está evidente a necessidade da prova, em razão das informações trazidas pelo combativo defensor."

Inicialmente o pedido foi para que a reprodução ocorresse dentro do plenário, o que foi negado. Posteriormente, a defesa pediu novamente por uma permissão para realizar a demonstração, mas dessa vez de uma área externa. A negativa do juiz se repetiu. Em sua decisão ele alegou questões de segurança:

"Um caso com as singularidades do presente, arriscar, por mínimo que seja, a segurança dos jurados, das partes ou dos demais intervenientes, mostra-se incompatível com qualquer visão que se possa adotar acerca da plenitude de defesa", escreveu.

Leia Mais: 'A fiscalização não foi feita. Tinha que ter mais gente sendo julgada’, diz sobrevivente de tragédia no SulO Núcleo de Inteligência do Judiciário (NIJ) do Tribunal já havia apresentado parecer contrário ao pedido. O uso do sinalizador tanto dentro do prédio quanto do lado de fora, onde há um estacionamento e canteiro de obras, foram considerados arriscados pelo núcleo.

O início do incêndio que matou os 242 jovens que estavam presentes na festa da Boate Kiss é atribuído justamente ao uso de um sinalizador pela banda Gurizada Fandangueira. As faíscas do dispositivo teriam entrado em contato com a espuma que revestia o teto do estabelecimento dando início ao fogo.

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