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BNDES tem lucro 4,6 vezes maior e soma R$ 5,5 bilhões no 1º trimestre

Alessandra Saraiva, Chico Góes e Gabriel Vasconcelos
Foto: Luiz Souza/NurPhoto via Getty Images

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, em comunicado, lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano. De acordo com o banco, desempenho foi 4,6 vezes acima de trimestre imediatamente anterior, e impulsionado por venda de ações nos primeiros três meses de 2020.

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Em seu informe, o banco detalha que o lucro pode ser atribuído principalmente ao resultado de R$ 8,5 bilhões com participações societárias do banco. De acordo com o BNDES, desse total, R$ 8,1 bilhões decorreram dos desinvestimentos realizados no período, com destaque para a oferta pública de ações da Petrobras, em fevereiro.

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Entretanto, o BNDES observou que o efeito das participações foi atenuado pela constituição de provisão para risco de crédito de R$ 1,7 bilhão. Essa decisão foi influenciada pela revisão das classificações de risco de empresas dos setores mais afetados pela pandemia do covid-19, informou o banco.

A instituição de fomento detalhou, ainda, que o lucro com intermediação financeira, ou seja, com os financiamentos feitos pelo BNDES, atingiu R$ 4,1 bilhões. Isso na prática equivale a aumento de 10,1% em comparação com o primeiro trimestre de 2019. Mesmo com o cenário de menor demanda por empréstimos no período, houve resultado positivo com disponibilidades no exterior, observou o banco.

Os ativos do sistema BNDES totalizaram R$ 718,3 bilhões em 31 de março de 2020, queda de 1,4% (ou um decréscimo de R$ 9,9 bilhões) no primeiro trimestre deste ano.

Também segundo o BNDES, houve redução da carteira de participações societárias até 31 de março de 2020, para R$ 59,2 bilhões - ante R$ 111,9 bilhões no fechamento de 2019. Esse recuo, explicou o banco, reflete em parte a estratégia de desinvestimento, que representaram vendas de R$ 23,8 bilhões no período.

Também foi influenciada por movimentos recentes do mercado, que levaram à desvalorização dos investimentos em empresas não coligadas - sendo que, esse último fator, conduziu a uma redução de R$ 28,8 bilhões.

O BNDES detalhou ainda que a carteira de crédito líquida somou R$ 442,1 bilhões no encerramento do primeiro trimestre. Isso representa 61,6% dos ativos totais e apresenta variação positiva de 0,7% em relação ao fechamento de 2019 - quando totalizava R$ 441,8 bilhões.

Além disso, o banco detalhou ainda que a inadimplência (atrasos superiores a 90 dias), desconsiderando operações com honra da União, recuou de 0,84% em 31 de dezembro de 2019 para 0,37% em 31 de março, abaixo do índice do Sistema Financeiro Nacional (3,17%).

O patrimônio de referência do BNDES totalizou R$ 167,014 bilhões em 31 de março, um recuo ante fim do ano passado. Até 31 de dezembro de 2019, esse volume era de R$ 191,684 bilhões. O patrimônio de referência é base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central.

Além disso, o BNDES detalhou que o índice de Basileia da instituição encerrou o primeiro trimestre em 35,4%, enquanto o Índice de Capital Principal (Basileia III) foi de 25,4%. Na análise do banco, os níveis são bastante confortáveis em relação aos 9,25% e 5,75% exigidos, respectivamente, pelo Banco Central.

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