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BNDES lança linha de financiamento para serviços tecnológicos

THAIS CARRANÇA
·2 minutos de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lançou nesta terça-feira (29) uma linha de crédito para financiamento de serviços tecnológicos voltados para a modernização da indústria e do setor público. A linha, chamada BNDES Crédito Serviços 4.0, complementa outra lançada no ano passado -a BNDES Finame Máquinas 4.0- voltada para aquisições de máquinas para a chamada indústria 4.0. Também conhecida como Quarta Revolução Industrial, a indústria 4.0 incorpora tecnologias de automação e uso de dados para otimizar o processo produtivo. O Brasil ainda está bastante atrasado na adoção desse tipo de tecnologia. Segundo Bruno Laskowsky, diretor de participações, mercado de capitais e crédito indireto do BNDES, a nova linha é um marco para o banco de fomento porque ela não financia ativos fixos, mas sim, ativos intangíveis. "Estamos falando aqui de tudo aquilo que é relacionado à digitalização, manuseio de dados, big data, internet das coisas", exemplificou o diretor, durante evento online de lançamento da linha. Podem acessar o financiamento empresas de todos os setores e portes, além do setor público e produtores rurais que atuem como pessoa física. Os empréstimos têm prazo de dez anos e até 24 meses de carência, com limite por operação de R$ 5 milhões. Como se trata de um produto perene, não há prazo de vigência ou limite de dotação destinada à linha. A taxa de juros corresponde à TLP (Taxa de Longo Prazo), taxa fixa do BNDES ou Selic, mais 0,95% ao ano e uma taxa destinada ao agente financeiro, a ser negociada entre a instituição e o cliente. O BNDES vai arcar com 100% dos financiamentos, que poderão ser acessados via agentes financeiros e através do BNDES online. O lançamento da linha atende a pleito da indústria. Pesquisa publicada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta terça-feira mostra que as empresas de menor porte são as mais atrasadas no processo de implantação da indústria 4.0, mas que, mesmo entre as grandes, 42% das entrevistadas não haviam iniciado processo de incorporação de tecnologias nos seus processos. "Os países desenvolvidos têm colocado a indústria 4.0 no centro da sua estratégia de formação de uma política industrial. O Brasil precisa fazer o mesmo, aumentar essa capacidade da indústria brasileira para que ela possa competir internacionalmente", afirmou Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI. Carlos da Costa, secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economi, avaliou que o BNDES "entrou no caminho da modernidade", ao compreender que financiar desenvolvimento nos dias atuais não se resume a financiar ativos físicos. "No S&P 500 [índice composto por 500 ações negociadas na Bolsa de Nova York], 75% do valor das empresas hoje são ativos intangíveis", disse Costa.