BNDES desembolsou 12% mais em 2012

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 156 bilhões em empréstimos em 2012. O resultado superou a estimativa de liberação entre R$ 145 bilhões e R$ 150 bilhões feita pelo presidente do banco, Luciano

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Coutinho, no início do ano passado. Em relação a 2011, os recursos liberados cresceram 12% em termos nominais.

Só foi possível atingir a estimativa porque o BNDES desembolsou R$ 34,2 bilhões em dezembro, valor recorde para o mês. No mês passado, o banco de fomento deu um salto no ritmo de liberação dos recursos, depois de quatro meses de desembolsos

na faixa dos R$ 13 bilhões. A aceleração no ritmo de liberações estaria ligada ao Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste), linha de financiamento voltada para viabilizar investimentos dos governos estaduais.

Em ano em que a economia teve baixo crescimento, com avanço do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em torno de 1%, o BNDES aprovou R$ 260,1 bilhões em novos projetos. As consultas, primeiro passo das empresas interessadas em buscar financiamento junto ao banco e uma espécie de prévia da disposição do empresariado em investir, somaram R$ 312,3 bilhões no ano passado.

Expectativa para 2013

Diante do crescimento de 60% nas consultas (R$ 312,3 bilhões) e aprovações (R$ 260,1 bilhões) em 2012, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que 2013 será um ano "desafiador".

Coutinho preferiu não fazer uma projeção para os desembolsos neste ano e afirmou que a participação do BNDES depende em parte da agenda de debêntures e do compartilhamento de operações com o mercado.

"As perspectivas do investimento mapeadas pelo banco e as que vêm do aumento de consultas apontam para uma recuperação do ritmo de investimento ao longo de 2013 e 2014", disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

O setor de infraestrutura, segundo ele, será um fator de aceleração do crescimento com destaque para as concessões em logística. Os setores destacados pelo banco em termos de planos de investimento foram petróleo e gás, energia e setores da indústria como automotivo, bens duráveis e telecomunicações.

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