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BMG diz que deve chegar a 800 lojas help! até o fim do ano

Álvaro Campos

A instituição financeira disse que chegou a 3,9 milhões de clientes em setembro, sendo que seu banco digital já tem 610 mil contas abertas. O BMG realizou nesta segunda-feira sua primeira teleconferência com investidores após o Oferta Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês), realizada no mês passado. Entre os destaques, o banco apontou que sua rede de lojas de crédito help! já tem 732 unidades e deve terminar o ano em 800 pontos.

Divulgação/Help!/BMG

“Devemos continuar com um ritmo elevado de abertura de lojas no próximo ano, mas diminuindo em relação a este, quando mais do que dobramos o total de unidades. A partir de certo ponto a estratégia passa a ser mais de rentabilizar as lojas existentes do que aumentar o número total”, afirmou o diretor financeiro, Flávio Pentagna Guimarães Neto.

O BMG disse que chegou a 3,9 milhões de clientes em setembro, sendo que seu banco digital, lançado há 11 meses, já tem 610 mil contas abertas. A carteira de crédito do banco chegou a R$ 10,814 bilhões ao fim do terceiro trimestre, com expansão anual de 16,7%.

Em setembro, o banco voltou a operar com crédito consignado, com originação de R$ 271 milhões em setembro e outubro, segundo Guimarães Neto. Nesses primeiros dois meses, o BMG atuou somente com beneficiários do INSS, mas em novembro já começou a mirar servidores públicos.

O banco informou ainda que fez um acordo com uma companhia de securitização para garantir funding para essa nova operação do crédito consignado. O BMG se comprometeu a ceder, sem retenção substancial de riscos e benefícios, até o valor limite de R$ 1,5 bilhão em operações de empréstimo consignado celebradas com aposentados e pensionistas do INSS. “Também vamos receber uma taxa de serviços pela administração dessa carteira”, disse o diretor financeiro.

Segundo Guimarães Neto, o BMG vem atuando para conter o avanço de suas despesas e criou um programa de “orçamento base zero” para 2020. A ideia é garantir um índice de eficiência estável mesmo com os grandes investimentos em tecnologia que a empresa vem fazendo. Na teleconferência, o diretor afirmou que o crescimento de 24% na linha de outras despesas administrativas veio do maior volume de ações cíveis e que o BMG está trabalhando para combater essa expansão.

O índice de Basileia do BMG ficou em 13,8% em setembro, mas Guimarães Neto afirmou que, considerando os recursos do IPO e de uma emissão recente de letras financeiras, que ainda precisam ser aprovados pelo Banco Central, o indicador sobe para 23,8%.

O lucro recorrente do BMG no terceiro trimestre foi de R$ 88 milhões, com alta anual de 19,9%. Nos nove primeiros meses do ano, o lucro soma R$ 270 milhões, com expansão de 37,6%.