BM&FBovespa avaliará possíveis parcerias só após 2015

A BMFBovespa planeja concluir o projeto de integração das suas clearings, previsto para 2015, para depois analisar possíveis parcerias com concorrentes interessados em ingressar no Brasil. A informação é do diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. Isso não quer dizer, diz ele, que a bolsa não irá avaliar possíveis pedidos para utilização de sua clearing no futuro. "Não vamos nos afastar dos projetos que têm significância espetacular para nós, para o mercado e reguladores para avaliar pedidos antes da conclusão do nosso projeto de integração das clearings", reforçou ele em entrevista a imprensa, nesta quarta-feira.

Como há vários segmentos, de acordo com Edemir, o projeto de integração das clearings está ocorrendo em etapas. Até o final de 2014, a BM&FBovespa espera ter concluída a transição das plataformas de derivativos e ações, que terá início no final de 2013. "O projeto estará 100% implantado, em voo de cruzeiro, com as plataformas de câmbio e ativos integradas, no final de 2015", informou o executivo.

Apesar do interesse de novas bolsas em ingressar no Brasil utilizando a clearing da BM&FBovespa, Edemir disse que o projeto de integração das câmaras da bolsa não mudou por causa disso. Esta semana, o executivo havia dito que a bolsa teria de trabalhar rápido com o projeto em meio ao aumento da fila de clientes interessados em atuar com a clearing da BM&FBovespa. Agora, diz que é preciso se estruturar para "se alguém bater à porta". Segundo ele, até agora apenas a Direct Edge bateu à porta da bolsa com o interesse de usar sua clearing.

Esta semana, a Nyse Euronext, controladora da Bolsa de Nova York, anunciou sua intenção de criar uma plataforma de negociação de ações no Brasil utilizando a clearing da Bolsa. Sobre a ofensiva da Nyse, o presidente da B&FBovespa disse que acompanhou o assunto apenas pela mídia local e que ainda "não entendeu o projeto da concorrente".

Novo horário

A BM&FBovespa terá uma reunião com o mercado na próxima semana para avaliar se adota o horário de verão no pregão brasileiro. Segundo Edemir Pinto, a decisão da bolsa de não aderir em um primeiro momento foi tomada com o mercado, e não de forma isolada.

Segundo Edemir, em conversa com as suas câmaras consultivas, a bolsa optou por seguir com o mesmo horário por um período experimental, de 15 a 20 pregões e, posteriormente, avaliar os possíveis impactos no mercado. Com a manutenção do horário no mercado brasileiro, o pregão local ficou com diferença de três horas em relação aos mercados de Nova York.

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