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Blue Origin pretende simular a gravidade da Lua em voos futuros

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

A Blue Origin, empresa espacial de Jeff Bezos (sim, o dono da Amazon), pretende realizar missões simulando a gravidade lunar em voos espaciais mais próximos à Terra — e os primeiros podem acontecer já em 2022. O objetivo é fazer algumas modificações na espaçonave suborbital New Shepard para que seja usada como transporte de cargas úteis maiores e por períodos mais longos do que as opções de hoje oferecem, e até mesmo testes que antecedem missões lunares.

As modificações que a Blue Origin pretende realizar na New Shepard vão garantir que a espaçonave funcione como uma grande centrífuga na órbita da Terra — e dessa maneira promover a gravidade da Lua, que é cerca de 16% da gravidade terrestre. Voos que oferecem essa experiência precisam ser do tipo parabólico, como aqueles aviões que mergulham no ar e, por alguns segundos, seus passageiros aproveitam uma pequena gravidade. Ou, então, uma centrífuga, mas isso é limitado por conta do tamanho.

A NASA pretende usar a simulação de gravidade lunar em voos da Blue Origin para se preparar para as próximas missões de retorno à Lua — até então, o retorno de astronautas à superfície lunar, com o Programa Artemis, permanece previsto para 2024. Em recente comunicado, a agência espacial disse: "a NASA logo terá mais opções para testar essas inovações na gravidade lunar graças a uma colaboração com a Blue Origin para trazer novos recursos de teste para o sistema de foguete suborbital reutilizável New Shepard da empresa".

Visão da Terra a partir da cápsula Blue Origin New Shepard durante sua missão suborbital em 14 de janeiro de 2021 (Imagem: Reprodução/Blue Origin
Visão da Terra a partir da cápsula Blue Origin New Shepard durante sua missão suborbital em 14 de janeiro de 2021 (Imagem: Reprodução/Blue Origin

Antes de qualquer base lunar ser instalada, muitas tecnologias precisam estar preparadas (ou com seus testes, ao menos, encaminhados), como: mineração de regolito, obter água ou algum outro recurso da Lua e sistemas de suporte de vida prontos para os astronautas em futuras missões. Para Christopher Baker: “muitos sistemas projetados para uso na Terra simplesmente não funcionam da mesma forma em outros lugares [com outras gravidades, por exemplo]".

A Blue Origin também tem seus próprios planos de pousar na Lua. Em 2019, a empresa anunciou o seu projeto de sonda lunar chamado Blue Moon, elaborado para participar do Programa de Serviços Lunares Comerciais (CLPS), da NASA e, embora o projeto seja um candidato em potencial, ainda não recebeu nenhuma missão. De todo modo, a Lua é um alvo certo para as próximas missões de exploração espacial, como a missão Artemis III — missões que exigem desde já tecnologias elaboradas para ambientes tão extremos.

Fonte: Canaltech

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