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Bloqueio do TikTok nos EUA é adiado novamente, agora sem nova data para vigorar

Diego Sousa
·2 minutos de leitura

O Tribunal Federal dos EUA decidiu, em audiência na manhã do último domingo (27), que o TikTok não será bloqueado no país nesta segunda-feira. O último prazo para o início do bloqueio da rede social no país norte-americano terminaria hoje (28), mas foi adiado novamente, agora sem nova data prevista.

O novo adiamento foi resultado de uma liminar de última hora obtida pelo TikTok para evitar a retirada de seu app das lojas Play Store e App Store nos EUA.

Uma audiência foi marcada para a manhã do último domingo, na qual o juiz acatou o pedido da rede social. Em resposta à decisão, o TikTok informou que vai continuar "defendendo nossos direitos para o benefício de comunidade e funcionários".

Já o Departamento de Comércio dos EUA disse que continuará defendendo a ordem executiva que é "consistente com a lei e promove legítimos interesses de segurança nacional".

Uma nova data para o bloqueio do aplicativo não foi anunciada e a prorrogação será temporária, ou seja, até que as alegações de que o aplicativo representa um risco para a segurança nacional do país sejam comprovadas.

A decisão também não suspende as restrições adicionais impostas pelo Departamento de Comércio dos EUA ao app, que entram em vigor no dia 12 de novembro. Ou seja, se as negociações entre ByteDance, Oracle e Walmart não forem fechadas, o app corre risco de deixar os Estados Unidos de vez em menos de dois meses.

Parceria

De acordo com a CNBC, o fechamento da negociação entre as três empresas (ByteDance, Oracle e Walmart) criará a empresa TikTok Global. A ideia é que Oracle e Walmart juntas somem 20% do investimento na nova companhia, o que permitiria a operação TikTok em solo norte-americano.

A Oracle seria responsável pelo serviço de nuvem do aplicativo, fornecendo e abrigando os dados da plataforma para diversos mercados. Na prática, isso deixaria a administração Trump mais "tranquila", já que o presidente do país acusou o TikTok de enviar dados de cidadãos norte-americanos à inteligência chinesa, sem, porém, apresentar qualquer prova.

Já o Walmart ficaria autorizado a comandar toda parte comercial da rede social, incluindo o e-commerce e a publicidade. Os outros 80% ainda seriam da ByteDance, que se manteria dona majoritária do aplicativo, mas 40% da sua fatia já é de investidores americanos.

Fonte: Canaltech

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