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Blogueiro investigado por fake news pede ajuda a advogados de Bolsonaro

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura

O blogueiro Allan dos Santos, apoiador de Jair Bolsonaro (sem partido), procurou advogados do presidente para que o defendam no inquérito das fake news, que apura a disseminação de notícias falsas, ofensas, ataques e ameaças contra integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o jornal O Globo, um emissário de Santos tentou convencer a defesa do chefe do Executivo a defender o blogueiro bolsonarista de graça. O pedido foi negado.

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Santos, um dos alvos da investigação, afirmou na última sexta-feira (31) ter fugido do Brasil por se sentir ameaçado de morte por China, Coreia do Norte, STF e PT (Partido dos Trabalhadores).

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Em vídeo, Santos ainda acusou o grupo em questão de “desrespeitar a democracia” e os chamou de “criminosos”, por colocarem, segundo ele, escuta telefônica em sua casa.

“Querem caçar o presidente Bolsonaro, fizeram duas buscas e apreensões na minha casa. Na primeira busca para colocar escuta. Na segunda, retiraram a escuta. Fizeram de tudo para obter qualquer informação para incriminar Bolsonaro no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. São criminosos, não respeitam a democracia e a liberdade”, afirmou.

No entanto, Santos não apresentou provas de que teria sido ameaçado de morte, ou que o grupo citado no vídeo colocou escutas em sua residência.

No dia 16 de julho, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na casa do blogueiro e mais 20 pessoas. Foi a segunda operação da PF como um desdobramento do inquérito que investiga a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. A primeira, que mirava oito deputados bolsonaristas, além de Santos, aconteceu em maio.

À época, Santos chegou a dizer que policiais apreenderam seu celular e equipamentos de gravação. Acusou ainda a conduta do STF como “imoral, pífia, pérfida” e o comparou Moraes a ditadores como Adolf Hitler, Josef Stalin e Mao Tsé-Tung.

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