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Blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio é preso pela Polícia Federal

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio foi preso preventivamente pela Polícia Federal na tarde da última sexta-feira (18), horas depois da determinação feita pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. Eustáquio cumpria prisão domiciliar, porém violou as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal STF, segundo documento assinado pelo magistrado.

“A magistrada recebeu comunicação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos noticiando que o monitorado agendou, naquele Ministério, reunião às 16h do dia 15/12/2020”, afirmou o ministro do STF, citando a pasta comandada pela ministra Damares Alves.

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Na decisão, Moraes relata que Eustáquio solicitou audiência com a ministra Damares, porém não foi recebido, mas “permaneceu descumprindo a prisão domiciliar e dirigiu-se à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, sendo atendido naquele órgão”.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que Eustáquio é acompanhado por agentes da Polícia Federal para ser levado ao presídio. “[Eu fui ao ministério] com autorização. Isso é abuso de poder. Nós vamos pedir a minha liberdade. Se eu não for 'liberto', nós vamos comunicar o Senado pelo abuso de poder”, disse ele.

O ministro, porém, afirmou que não houve essa autorização: “Esclarece a magistrada que não foi formulado nenhum pedido para deslocamento do monitorando nesse período, tampouco houve qualquer autorização por parte daquele juízo para o referido deslocamento”.

Em novembro, o blogueiro foi alvo de mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e de busca e apreensão pela Polícia Federal. Na casa do bolsonarista, a PF apreendeu computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Na ocasião, Moraes tomou a decisão sob o argumento de que Eustáquio tinha "descumprido as restrições impostas pelo magistrado ao determinar sua soltura no meio deste ano".

Eustáquio foi preso temporariamente por dez dias em junho. Ele foi alvo da Operação Lume da PF, que investiga os organizadores de atos antidemocráticos, e é um dos principais suspeitos no inquérito das fake news no STF.

Ao ser solto, Moraes estabeleceu ao bolsonarista proibições, como a determinação de não poder sair de Brasília, cidade onde mora, e não usar as redes sociais. As informações são do portal UOL.