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Blogueiras negras são minoria nas redes e ganham até 2,5 vezes menos em campanhas

·2 min de leitura

RIO - A internet brasileira é um espelho ainda mais nítido da desigualdade racial do país. Das milhares de blogueiras que influenciam e abastecem de sonhos cerca de 140 milhões de usuários de redes sociais, uma minoria é negra, tem menos visibilidade, ganha até 2,5 vezes menos do que brancos faturam em campanhas publicitárias e sofre mais preconceito. Se militam por causas negras, podem ser consideradas engajadas demais ou, se optam por outro tipo de conteúdo, correm risco de serem canceladas por engajamento de menos.

Blogueiras que abriram caminho para outras negras, laboratórios de análises das mídias sociais e ONGs têm apostado em estratégias para que pretas vençam num mundo digital dominado por códigos brancos e não sejam procuradas pelas empresas apenas em novembro, mês da Consciência Negra. O apoio de que precisam fica explícito em números: dos mais de 900 mil perfis de influenciadores cadastrados na plataforma de dados da SamyRoad, empresa de marketing de influência, apenas 20% são de pessoas negras. Mesmo presentes em 56 segmentos diferentes, elas não predominam entre usuários com mais de 5 mil seguidores.

— Não importa o quão embasado e diferenciado seja o seu conteúdo, influenciadoras negras vão ficar atrás, às vezes, de perfis que só postam selfie e “comprinhas”, que se sobressaem simplesmente por serem maioria brancas da Zona Sul. Isso é cansativo, porque sempre somos empurradas para longe, mesmo sendo ótimas — aponta a influenciadora digital Cecília Boechat.

A desvalorização no mercado ficou exposta em pesquisa feita no Brasil pela Black Influence, Site Mundo Negro, YOUPIX, Squid e Sharp, que ouviu cerca de 760 criadores de conteúdo, entre brancos, pardos, pretos, amarelos e indígenas. Os resultados mostram que os influenciadores pretos são menos contratados para campanhas de publicidade. Entre os entrevistados, 53% já tinham feito alguma campanha, porém, a proporção era 17% menor do que a da média geral das respostas. Os influenciadores brancos recebem, em média, mais do que todas as raças : algo como R$ 564 por ação publicitária nas redes. Os pretos recebem, em média, R$ 496. Os pardos, ainda menos: R$ 459.

Os criadores de conteúdo brancos ganharam em média valor mínimo por campanha foi de R$ 261,10 e a média do valor máximo de R$ 4.181,01 — estes valores de teto representam 2,5 vezes mais do que o recebido por negros. Para eles, os valores mínimos médios ficaram em R$ 235,97 e os máximos em R$ 1.626,83. Os pardos retiraram, em média, o valor mínimo de R$ 203,84 e máximo de R$ 2.384,16.

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