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Blockchain pode tornar a comunicação entre drones à prova de invasões

·3 minuto de leitura

Pesquisadores do MIT, nos EUA, em parceria com a Universidade Politécnica de Madrid, na Espanha, desenvolveram uma ferramenta que promete tornar a comunicação entre equipes de robôs mais segura. O novo sistema se baseia em uma tecnologia conhecida como blockchain, usada para validar transações.

O blockchain permite a criação de um registro à prova de violações das mensagens emitidas pelos líderes de um enxame de drones, por exemplo. Esse sistema facilita a identificação de inconsistências na trilha de informações, impedindo que toda a equipe seja comprometida, mesmo que um dos membros seja enganado por um invasor mal-intencionado.

“Os líderes usam tokens para sinalizar movimentos e adicionar transações à cadeia de comunicação. A quantidade de tokens é limitada, então quando os robôs hackeados transmitem muitas informações falsas ao bando, o sistema automaticamente desconecta o drone comprometido”, explica o professor de engenharia Eduardo Castelló, autor principal do estudo.

Blockchain

Embora um blockchain seja normalmente usado como um livro-razão para transações de criptomoedas, essa tecnologia também pode ser utilizada para aumentar a segurança em sistemas de comunicação. Como as estruturas de dados armazenados em blocos são conectadas em uma cadeia, esse processo consegue identificar variações sutis de transmissão.

Imagem mostra uma equipe de robôs colaborando para procurar objetos perdidos (Imagem: Reprodução/MIT)
Imagem mostra uma equipe de robôs colaborando para procurar objetos perdidos (Imagem: Reprodução/MIT)

Na simulação feita pelos pesquisadores, as informações armazenadas em cada bloco correspondiam às instruções que um robô líder deveria transmitir aos seus seguidores. Quando um robô malicioso tentava alterar o conteúdo de um elemento, esse bloco era desconectado da cadeia, fazendo com que o bando ignorasse as instruções falsas.

“Se cinco líderes enviam mensagens dizendo aos seguidores para irem para o norte, e um líder pede para eles seguirem para o oeste, os robôs podem ignorar essa informação inconsistente. Mesmo se um deles se movesse para o oeste por engano, o robô iludido eventualmente perceberia o erro ao comparar seus movimentos com as transações armazenadas no blockchain”, acrescenta Castelló.

Tokens

No sistema projetado pelos cientistas, cada líder recebe um número limitado de tokens usados para adicionar informações à cadeia de comunicação. Se os robôs do bando constatam que os dados são falsos, comparando os blocos transmitidos por outros líderes, esse líder perde um token até não poder mais enviar mensagens.

“Imaginamos um sistema em que mentir custa dinheiro. Quando os robôs mal-intencionados ficam sem tokens, eles não podem mais espalhar mentiras. Portanto, você pode limitar ou restringir a quantidade de mentiras aceitas pelo bando, evitando falhas na comunicação”, lembra Castelló.

Número limitado de tokens evita que os robôs do grupo sejam enganados por líderes mal-intencionados (Imagem: Vanitjan/Envato)
Número limitado de tokens evita que os robôs do grupo sejam enganados por líderes mal-intencionados (Imagem: Vanitjan/Envato)

A ideia é implantar essa nova tecnologia no desenvolvimento de sistemas de segurança para grupos de robôs, usando interações baseadas em transações validadas por algoritmos. Segundo os pesquisadores, essa abordagem ajudaria a construir um esquema de confiança mais sólido entre humanos e máquinas.

“Quando você transforma esses sistemas em uma infraestrutura pública, você expõe os robôs a agentes mal-intencionados e a falhas. Essas técnicas são úteis para validar, auditar e entender que o sistema não se tornará desonesto. Mesmo que alguns membros sejam hackeados, isso não fará com que a estrutura toda entre em colapso”, encerra Eduardo Castelló.

Fonte: Canaltech

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