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BlackRock vê alta de ações de energia em mercado difícil

(Bloomberg) -- O estrategista-chefe de investimentos da BlackRock, Kurt Reiman, diz que as ações de petróleo e gás continuarão a ser um raro ponto positivo em um mercado difícil.

A gestora de ativos rebaixou sua posição em renda variável para ‘underweight’ em meio à sinalização dos bancos centrais de mais aumentos de juros.

Mas apesar da perspectiva de recessão, a BlackRock espera que a demanda por petróleo e outras commodities permaneça forte, com fatores que limitam a oferta como a invasão da Ucrânia pela Rússia e pouco investimento em mais produção.

“A confiança em torno dos preços estruturalmente mais altos das commodities aumentou ao longo do ano”, disse Reiman em entrevista. “Agora temos um choque de oferta dentro de um choque de oferta por causa da guerra na Europa. Então, quando você pensa no subinvestimento nas principais commodities que a Rússia e a Ucrânia exportam, a oferta não tem sido suficiente para atender à demanda global. E são necessários alguns anos de investimento para trazer essa capacidade para o mercado.”

A BlackRock diminuiu sua posição em renda variável em julho, após os bancos centrais intensificarem suas campanhas agressivas de aumento de juros, contrariando o mercado mais amplo que estava voltando às ações.

As ações de petróleo e gás do S&P 500 subiram 44% este ano, enquanto o índice em geral caiu 17%. A Occidental Petroleum lidera com ganho de 137%. Todas as 10 principais altas do ano são de papeis de energia.

O setor resistiu à virada dos preços elevados do petróleo, mesmo após a commodity registrar um terceiro declínio mensal, a mais longa sequência de queda mensal em mais de dois anos. Enquanto isso, as empresas de energia, cheias de dinheiro, subiram à medida que os investidores buscam refúgios seguros em mercados voláteis.

Reiman disse que espera que o mercado mais amplo continue em declínio até que o Federal Reserve e outros bancos centrais comecem a reverter seus aumentos de juros, com perspectiva pior para ações de tecnologia e comunicações.

“Se eles pretendem trazer a inflação de volta para sua meta de 2%, isso, em nossa opinião, envolveria um impacto muito maior na demanda do que as ações precificam atualmente”, disse Reiman. “A inflação, e o efeito dela sobre as ações, é como a pressão do ar nos seus pneus – você precisa de um pouco, mas se tiver de menos ou demais, terá um problema.”

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