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BlackRock quer que empresas tenham metas para reduzir emissão de carbono

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
·3 minuto de leitura

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPESS) - A BlackRock, maior companhia mundial de administração de patrimônio, publicou nesta quarta (17) parâmetros ambientais detalhados que espera que sejam cumpridos pelas empresas em que investe. No mês passado, o fundo já havia enviado cartas às maiores companhias do mundo mencionando que poderia se desfazer de ativos de empresas sem planos claros para reduzir a zero suas emissões de poluentes até 2050. Com quase US$ 8,7 trilhões sob administração, o que inclui mais de US$ 5 trilhões em veículos de investimento passivos que acompanham índices de mercado, a BlackRock é acionista importante da maioria das grandes companhias do planeta, inclusive no Brasil -país que está na berlinda das novas práticas de investimento sustentável, por causa principalmente do desmatamento na Amazônia. Em dezembro, na Conferência Itaú Amazônia, o presidente da administradora de fundos, Larry Fink, disse que a pressão de investidores sobre países emergentes vai crescer e que o Brasil precisaria ser mais agressivo na proteção ambiental se quisesse atrair capital estrangeiro. Além de se comprometer a apoiar propostas de acionistas que visem o combate à mudança climática, a BlackRock pede às companhias que divulguem publicamente suas emissões diretas de gases de efeito estufa e as relacionadas ao tipo de energia que emprega em suas operações. Empresas de setores considerados como de alta emissão também terão que divulgar quanto gás carbônico está sendo gerado por atividades indiretas, como viagens aéreas, e qual é o balanço de carbono de suas cadeias de abastecimento. O fundo americano também requer que as empresas definam metas de curto, médio e longo prazo para reduzir as emissões conforme o acordo climático de Paris. Empresas poderão usar créditos de carbono no curto e no médio prazo, "à medida que inovam para desenvolver a tecnologia que apoiará reduções adicionais em suas emissões gerais", mas esse recurso deverá ser apenas temporário. "Vemos as compensações de carbono como um complemento provisório, embora não um substituto, para planos de redução de emissões de longo prazo substantivos e sustentados alinhados com a ciência", afirma o comunicado. No ano passado, a BlackRock aderiu à Climate Action 100+, uma rede de investidores dedicada a pressionar as empresas a reduzir as emissões, mas ações nessa área foram consideradas tímidas em relações às de outros investidores, como a do escandinavo Danske Bank, que excluiu de dois dos seus fundos as empresas Cargill, Bunge e ADM (negociadoras de produtos agrícolas), e a Nordea Asset Management, que interrompeu as compras de dívida soberana do Brasil e pôs em revisão suas participações, por causa do desmatamento. Em dezembro, um grupo de 30 das maiores administradoras mundiais de ativos, entre as quais Fidelity, Legal & General Investment Management, Schroders, UBS Asset Management, M&G, Wellington Management e DWS, anunciou que até 2050 terá apenas investimentos que gerem emissão líquida de gás-carbônico nula. No alerta feito no mês passado, o presidente-executivo da empresa, Larry Fink, afirmou que um verdadeiro terremoto está acontecendo no setor de investimentos, em velocidade muito maior que a prevista. Segundo ele, "companhias que não se preparem rapidamente verão seus negócios e seu valor de mercado sofrer". Em 2020, de acordo com a BlackRock, empresas que comprovaram boas práticas de ESG (sigla em inglês para ambiental, social e de governança) já tiveram desempenho superior ao dos índices mais amplos de referência.