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Black Friday pode amargar prejuízo de pelo menos R$ 36,1 milhões neste ano

·4 min de leitura

Um prejuízo de pelo menos R$ 36,1 milhões. Esse pode ter sido o saldo de indisponibilidades durante a Black Friday e a Cyber Monday de 2021. A conclusão é da Sofist, que monitorou 116 lojas online entre 22h de 25 de novembro e 23h59 de 29 de novembro.

Apesar de expressivo, o montante é 25,8% menor do que o observado em 2020 — quando a perda foi de R$ 48,7 milhões. Segundo o levantamento, 96,5% dos endereços monitorados (112 de 116) apresentaram instabilidade em algum momento nesse período. “Aqui na Sofist, costumamos dizer que o concorrente está a apenas uma aba de distância. Quando há problemas, o consumidor vai para um lojista que ofereça uma experiência melhor.”

Um site é considerado instável quando seu tempo médio de carregamento apresenta variação superior a 3 segundos. Em média, as lojas demoraram 3,9 segundos para carregar completamente. No site com melhor desempenho, a média de tempo foi de 0,4 segundos. Já o endereço mais lento, levou em média 20 segundos para carregar.

Além disso, 46,5% dos sites ficaram fora do ar: juntos, eles somam 9 horas e 25 minutos de indisponibilidade. No estudo, a Sofist considerou que um site estava indisponível quando era impossível navegar por ele. Entre os fatores mais comuns para a indisponibilidade estão problemas técnicos, como páginas de erro, uso de páginas de espera, e demora excessiva.

Desempenho do e-commerce na Black Friday 2021 foi melhor que em 2020 (Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos)
Desempenho do e-commerce na Black Friday 2021 foi melhor que em 2020 (Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos)

Entre as 116 lojas monitoradas, 54 saíram do ar em algum momento e os consumidores ficaram impedidos de realizar suas compras. Para quantificar o prejuízo, considerou-se que cada hora indisponível representa perda de R$ 3.838.705,20 em vendas.

No primeiro dia da Black Friday — das 22h de quinta-feira (25) às 23h59 de sexta-feira (26) —, houve menos indisponibilidade em comparação com 2020. Foram atingidos 26 e-commerces que, juntos, ficaram 4 horas e 9 minutos fora do ar, o que levou a um prejuízo de R$ 15.930.626,85 em vendas.

Segundo Bruno Abreu, CEO da Sofist, em 2020, foram mais de 7 horas fora do ar e prejuízo de pouco mais de R$ 23 milhões no mesmo período. Para ele, isso pode ser reflexo da melhor preparação dos e-commerces, mas também do atual cenário econômico brasileiro. “Muitos varejistas anteciparam a preparação, mas não podemos ignorar o impacto da situação econômica do Brasil nas compras deste ano.”

As lojas de departamento online foram as que mais ficaram fora do ar no período. Esses espaços enfrentaram 4 horas e 22 minutos de indisponibilidade. Em seguida, vem o setor de Moda: os sites ficaram 2 horas e 42 minutos fora do ar. Já o segmento de bens de consumo foi o que mais apresentou lentidão, com tempo médio de carregamento de 5,3 segundos.

Plugins podem afetar desempenho

A Sofist avaliou, ainda, o impacto de plugins — aplicações que adicionam recursos extras às lojas virtuais — no desempenho dos e-commerces durante a Black Friday. Foram observados 57 plugins com tempo médio de carregamento acima de 10 segundos. “A maioria deles, entretanto, não afetou o tempo de carregamento dos sites. Isso indica que a implementação dessas aplicações foi bem realizada”, aponta Abreu.

Site lento afeta experiência do consumidor (Imagem: Reprodução/Envato/Prostock-studio)
Site lento afeta experiência do consumidor (Imagem: Reprodução/Envato/Prostock-studio)

Segundo Abreu, um erro na configuração pode fazer que a página tenha o carregamento travado se o plugin apresentar lentidão. “O usuário vê a página carregando indefinidamente. Isso reduz de forma significativa o engajamento e, assim, a propensão para realizar a compra", destaca.

O executivo avalia que a maturidade dos varejistas que atuam no digital aumenta a cada ano. “Temos observado um aumento expressivo na demanda por projetos de preparação para grandes eventos, como a Black Friday. Isso é muito positivo, pois demonstra que os varejistas estão cada vez mais preocupados em oferecer uma experiência melhor aos consumidores.”

No campo das previsões, Abreu diz que não é possível ainda saber como vai ser 2022. “Temos agora uma nova variante do novo coronavírus. Ainda não se sabe se vai ser preciso fechar tudo novamente”, diz ele. “Para o e-commerce, na minha opinião, a previsão é sempre de crescimento. Acredito que, no futuro, as lojas físicas passarão a ser apenas showrooms.”

Fonte: Canaltech

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