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Black Friday: ações de vendas devem integrar universos online e offline

Colaborador externo

*Por Fernanda Baggio

Datas como Black Friday e Cyber Monday têm ganhado mais relevância no varejo nacional. A Black Friday, por exemplo, já movimenta R$ 13 bilhões, e se consolida como a segunda época mais importante para as vendas no Brasil, ficando atrás apenas do Natal. Para os profissionais de marketing, é uma grande oportunidade e, claro, um desafio. Como ganhar destaque e se organizar para uma sexta-feira cujo número de operações é cerca de 600% maior se comparado a uma sexta-feira comum?

A Black Friday impacta, tanto o mundo físico, quanto o online. Pela web, o consumidor consegue comparar preços, produtos e aumentar o poder de barganha com o vendedor, para, assim, conquistar novas ofertas. Essa melhor negociação pode ser a justificativa para, de acordo com a GFK, pela primeira vez na Black Friday, as lojas físicas crescerem mais do que o ecommerce.

Fato é que o online e o offline se complementam quando o assunto é varejo e, atualmente, existem soluções que utilizam Big Data e Inteligência Artificial justamente para conectar esses dois universos. A partir dos hábitos de navegação dos clientes, somados às bases internas, CRM's e fontes públicas externa de dados, é possível definir o perfil do cliente ideal, como e quando impactar o próximo cliente, seja no mundo real ou virtual.

Trata-se de um diferencial competitivo bastante relevante. Além de fugir do cenário comum, em que 99% das campanhas digitais são baseadas na recomendação de buscadores ou de redes sociais, as empresas conseguem, dessa forma, potencializar os resultados esperados.

A tecnologia permite identificar, segmentar, priorizar, ativar e converter. Esse é o caminho ideal para uma estratégia de vendas de sucesso. Porém, para que isso ocorra, é necessário que haja um planejamento omnichannel integrado, ou seja, focado na experiência do consumidor independentemente do ambiente e do meio escolhido como ponto de contato, e que, necessariamente, respeite as especificidades de cada canal. As marcas que adotam ações como essas retêm cerca de 90% dos seus consumidores e convertem, em média, 30% mais.

Há ferramentas bem eficientes para esse tipo de comunicação. O overlay no site, por exemplo, permite a criação de um formulário de cadastro para promoções, levando em consideração produtos, marcas preferidas, tamanho etc. Já o e-mail marketing ainda não tem custo e é muito eficiente, desde que seja responsivo, atraente e personalizado. O SMS também deve ser considerado, porque conta com um grande alcance e a taxa de abertura é satisfatória. O push em app's e campanhas em redes sociais próprias também podem ser eficientes, uma vez que impactam diretamente as pessoas já interessadas em seus produtos ou serviços.

A dica de ouro é: tenha uma estratégia baseada em dados, segmente o envio de conteúdos e os customize sempre que possível. Leve em consideração o histórico de compras, cliques, perfil social, tipo de relacionamento, timing de aquisição e outras características analisadas previamente.

A tecnologia está à disposição de todos. Experimente implementá-la em seus negócios e boas vendas!

*Fernanda Baggio é CMO da Neoway

Fonte: Canaltech

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