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Quer comprar bitcoins sem custódia? Essa startup pode ajudar

(Foto: Reuters/Mike Segar)

Por Matheus Mans

Geralmente, quando as pessoas compram bitcoins, eles ficam inacessíveis. As moedas digitais, cada vez mais conhecidas, ficam presas em investimentos, sem poder circular na real economia. Vendo esse problema, o desenvolvedor Lucas Schoch fundou a startup Bitfy, fintech responsável por lançar a primeira carteira de bitcoins não custodiante do Brasil.

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Ou seja: ao invés de comprar bitcoins para deixar em fundos de investimento, a pessoa compra as moedas digitais para usá-las no dia a dia, sem custos. Como se fosse dinheiro. O bitcoin, assim, não fica nas mãos de uma investidora, mas sim do próprio usuário. É como se a pessoa fosse seu próprio banco, gerenciado o dinheiro e vendo os ganhos.

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Afinal, não há rendimentos no Bitfy. Os ganhos em cima do bitcoin ficam baseados na volatilidade da moeda — que, no período de um ano, saltou de R$ 14,4 mil pra R$ 30 mil.

“A gente criou um serviço que simplifica a entrada das pessoas no mundo das moedas digitais”, explica Lucas Schoch, CEO e fundador da startup. “Afinal, ao comprar bitcoins em corretoras para investimento, a pessoa precisa saber os tipos de moeda, as transações, detalhes de mercado. Com a gente, é só comprar e usar a moeda pra fazer muita coisa”.

Por enquanto, a pessoa que comprar bitcoins e guardá-los na carteira da Bitfy pode pagar contas, fazer transações internacionais sem taxas — e utilizá-los em estabelecimentos como Coco Bambu, Outback, TNG, Centauro, Spotify, dentre outras. No entanto, Schoch acredita que isso irá crescer ainda mais nos próximos anos.

Lucas Schoch fundador da Bitfy (Foto: Divulgação)

“As pessoas vão entender, aos poucos, a facilidade e a segurança de se utilizar bitcoins no dia a dia”, afirma o empreendedor. E questionado sobre a possibilidade da entrada de grandes bancos neste mercado, Schoch se mostra seguro. “Para nós, seria melhor que isso acontecesse. Daria uma validação e chamaria mais a atenção pras moedas no dia a dia”.

Imersão na Libra

A startup, além de estar de olho na expansão perante o público brasileiro, também tem feito um trabalho voltado para a Libra — criptomoeda que tem o Facebook como uma das empresas por trás. A Bitfy foi uma das cinco selecionados para o programa da aceleradora Libracamp, de Israel, para entender melhor questões sobre esta nova moeda digital.

“O objetivo do programa é para que as startups selecionadas possam desenvolver as primeiras tecnologias a usar essa criptomoeda e viabilizar pagamentos internacionais com a Libra”, contextualiza Schoch. “Estamos animados com o que isso pode trazer para o Brasil e para o cenário das criptomoedas. Quanto mais as pessoas usarem, melhor para todos”.