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Bitcoin sobe e mercado atinge R$ 5 tri pela 1ª vez desde o colapso da FTX

Nesta segunda-feira (16), o Bitcoin operou próximo do patamar de US$ 21 mil, cerca de R$ 107 mil na cotação atual — seu maior preço em mais de dois meses. Somente nos últimos sete dias, o Bitcoin e o Ethereum tiveram uma valorização de 20%, sendo considerada a melhor semana para o mercado cripto desde março deste ano. O fim de semana, por outro lado, foi positivo para tokens de menor valor de mercado, evidenciando que os investidores estão voltando a apostar em ativos desta categoria.

A alta generalizada levou os criptoativos ao patamar de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) pela primeira vez desde o colapso da FTX, em novembro do ano passado. Simultaneamente, os ativos com melhor resultado nos últimos dias foram os que mais sofreram com a crise da corretora. É o caso da Solana (SOL), financiada pelas empresas de Sam Bankman-Fried — ex-CEO e fundador da FTX, que possui uma alta acumulada de mais de 60%. Apesar de o token da FTX também ter disparado, especialistas alertam para um movimento puramente especulativo, visto que, ao contrário da Solana, o FTT perdeu qualquer fundamento com a queda da FTX.

Queda no mercado tradicional traz destaque ao Bitcoin

Especialistas apontam que o Bitcoin deve receber destaque por ser uma alternativa de proteção ao poder de compra dos consumidores em épocas de crise. (Imagem: Reprodução/Pexels/Worldspectrum)
Especialistas apontam que o Bitcoin deve receber destaque por ser uma alternativa de proteção ao poder de compra dos consumidores em épocas de crise. (Imagem: Reprodução/Pexels/Worldspectrum)

A ascensão das criptomoedas é um reflexo das últimas notícias sobre o mercado tradicional norte-americano. Uma pesquisa do Wall Street Journal revelou que quase dois em cada três economistas esperam que os EUA entrem em recessão este ano. Para Mark Connors, chefe de pesquisa da gestora canadense de ativos digitais 3iQ, a atual recuperação dos ativos digitais é uma reversão do mercado e não uma recuperação do mercado de baixa.

Connors afirma que os ativos digitais voltam a ter destaque, visto que o Bitcoin é considerado uma proteção contra a degradação do poder de compra, não contra a inflação. “É significativo, já que a redução nos últimos 12 meses foi a maior desde 1959”, escreveu ele. Já o CEO da gestora de fundos cripto BitBull Capital, Joe DiPasquale, avalia que ainda é preciso ter cautela: “Continuamos otimistas sobre acumular [Bitcoin] a US$ 18.000 e abaixo, e nossa perspectiva de longo prazo permanece a mesma para 2023 – acumulando durante as mínimas”.

Confira o desempenho das principais criptomoedas nas últimas 24h, a seguir;

Criptomoeda

Preço

Variação

Bitcoin (BTC)

US$ 20.825

+0,80%

Ethereum (ETH)

US$ 1.544

+1,20%

Binance Coin (BNB)

US$ 299

+1,50%

XRP (XRP)

US$ 0,386402

+0,70%

Cardano (ADA)

US$ 0,350943

+2,10%

Fonte: Canaltech

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