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“Bitcoin não é para nós”, diz CEO do HSBC

·2 minuto de leitura
Banco HSBC
Banco HSBC
Banco HSBC

Em meio a ampla adoção institucional ao Bitcoin, o CEO do banco HSBC, maior da Europa, disse que a tecnologia não é para eles. Um dos motivos seria a alta volatilidade nos preços de mercado da criptomoeda.

Essa não é a primeira vez que o grande banco se posiciona contra o mercado do Bitcoin. Isso porque, em abril de 2021, o HSBC proibiu clientes de comprar ações da MicroStrategy por uma regra interna anti-criptomoedas.

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Além disso, o HSBC do Reino Unido, ainda no início de 2021, disse que não quer clientes que se envolvam com as criptomoedas. A postura do banco totalmente contra ao Bitcoin continua firme.

“Bitcoin não é para nós”, diz CEO do HSBC em entrevista

Noel Quinn, CEO do HSBC, considerado o maior banco europeu, conversou com a Reuters nos últimos dias sobre Bitcoin. De acordo com ele, a instituição sob seu comando não tem nenhum interesse em abrir uma mesa de negociação de criptomoedas para seus clientes.

Além disso, o banco não recomenda o Bitcoin como investimento. As duas principais razões apontadas para essa postura são: preços muito voláteis e pouca transparência da tecnologia.

“Dada a volatilidade, não estamos no Bitcoin como uma classe de ativo, é óbvio que se nossos clientes quiserem entrar no mercado é claro que irão, mas não estamos promovendo isso como uma classe de ativos em nossa gestão de fortuna”

A postura do HSBC, que tem sua sede em Londres, no Reino Unido, é contrária a de alguns bancos americanos. O Goldman Sachs, por exemplo, abriu uma mesa de negociações de criptomoedas para seus clientes, se envolvendo neste setor.

Já o Bank Of New York Mellon, um dos mais antigos dos EUA, recentemente abriu a possibilidade de comprar Bitcoin para clientes. Outro que se mostrou adequando a realidade é o JPMorgan, que até abriu conta para corretoras de criptomoedas.

“Também não queremos stablecoins, pelas mesmas razões”

Uma eventual possibilidade então seria o HSBC adotar o uso das criptomoedas estáveis, lastreadas em algum ativo, como o Dólar. Em conversa com a Reuters, Quinn novamente negou a possibilidade, afirmando que as razões são similares, mesmo com as stablecoins não tem volatilidade em seus preços.

“Por razões semelhantes, não estamos nos precipitando em criptomoedas estáveis”

Dessa forma, fica claro que a postura do HSBC é contra a tecnologia das criptomoedas, não apenas do Bitcoin.

Mesmo assim, o banco já investiu em conhecimentos sobre a tecnologia blockchain, realizando depósitos bancários com a inovação. Com grandes bancos acreditando neste setor, não está claro quanto tempo o HSBC conseguirá se manter firme na oposição.

Fonte: Livecoins

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