Mercado fechado
  • BOVESPA

    102.224,26
    -3.586,99 (-3,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.492,52
    -1.132,48 (-2,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    68,15
    -10,24 (-13,06%)
     
  • OURO

    1.788,10
    +1,20 (+0,07%)
     
  • BTC-USD

    54.997,76
    +678,63 (+1,25%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.365,60
    -89,82 (-6,17%)
     
  • S&P500

    4.594,62
    -106,84 (-2,27%)
     
  • DOW JONES

    34.899,34
    -905,04 (-2,53%)
     
  • FTSE

    7.044,03
    -266,34 (-3,64%)
     
  • HANG SENG

    24.080,52
    -659,64 (-2,67%)
     
  • NIKKEI

    28.751,62
    -747,66 (-2,53%)
     
  • NASDAQ

    16.051,00
    -315,00 (-1,92%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3485
    +0,1103 (+1,77%)
     

Bitcoin cai mais de 5% após novas críticas da China

·3 min de leitura

Em setembro deste ano, a China anunciou oficialmente a proibição de operações envolvendo criptomoedas, forçando diversas corretoras a encerrarem suas atividades no país, dentre elas estavam duas plataformas populares, a Huobi e a Binance.

Nesta terça-feira (16), Pequim voltou a fazer críticas sobre a mineração de ativos criptográficos por ser uma prática extremamente prejudicial ao meio ambiente, fator que pode representar um risco aos planos de neutralidade de carbono da China. Segundo a porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Meng Wei, a prática “consome muita energia” e “produz muitas emissões de carbono”.

Meng também ressaltou que o NDRC (National Development and Reform Commission, em inglês) — o maior planejador econômico do país — tomará medidas mais rígidas em relação às atividades de mineração de cripto ativos.

Com o intuito de restringir as atividades no país, o NDRC anunciou que adotará medidas como o aumento dos preços de energia para quaisquer instituições que desrespeitarem as regras. Antes das restrições, a China possuía 75% de participação na mineração de Bitcoin em todo o mundo, segundo uma pesquisa publicada pela revista Nature Communications, em abril.

O Bitcoin chegou a ter uma queda bastante significativa após afirmação do órgão, ficando abaixo dos US$ 60 mil (quase R$ 330,2 mil na cotação atual) pela primeira vez desde 1 de novembro. Apesar de o motivo da baixa não ter sido esclarecido, a situação casou com a coletiva de imprensa do NDRC. Já o Ether, a segunda maior moeda digital depois do Bitcoin, caiu para o pior nível em apenas duas semanas, chegando a valer US$ 4.293 (R$ 23.625).

<em><strong>(Imagem: Reprodução/Pixabay)</strong></em>
(Imagem: Reprodução/Pixabay)

Embora o Bitcoin tenha marcado uma grande queda nesta semana por conta dos anúncios feitos por Pequim, a criptomoeda teve uma valorização de aproximadamente 110% neste ano, atingindo um valor recorde de US$ 69 mil na semana passada.

Por que a China está restringindo as criptomoedas?

Alguns analistas acreditam que as autoridades chinesas consideram as negociações de criptomoedas um grande risco à ordem social e econômica por representar uma fonte de riscos financeiros devido à volatilidade, além de ser uma atividade que o governo não consegue controlar, muito menos rastrear.

Outro fator que é apontado como uma possível razão para a restrição é a eliminação de moedas concorrentes ao yuan digital, também conhecido como e-CNY, moeda digital criada pela China que tem funcionamento semelhante ao Bitcoin para digitalizar a moeda nacional, permitindo maior controle sobre as atividades financeiras ao banco central do país.

A segunda maior economia do mundo também tem enfrentado graves crises energéticas e a mineração de criptomoedas depende de muita energia, pois as máquinas precisam resolver cálculos pesados para fazer a verificação e o acompanhamento das transações.

Um gasto maior de energia poderia agravar a situação da falta de eletricidade e um aumento na queima de carvão, atrapalhando os planos do país de zerar emissões de carbono até 2060.

Com base nas medidas tomadas, é certo que a China não medirá esforços para banir as criptomoedas do seu território. De acordo com Pequim, em junho que mais de 1 mil pessoas foram presas por lucrarem com atividades criminosas para comprar moedas criptográficas.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos