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Bitcoin: as subidas e descidas da principal criptomoeda do mundo

Marcus Couto
·3 minuto de leitura
Altas e baixas do bitcoin. (Foto: Getty Images)
Altas e baixas do bitcoin. (Foto: Getty Images)
  • Maior criptomoeda do mundo começou a ser negociada por centavos de dólar em 2010.

  • Em uma década, sua cotação explodiu, principalmente no último ano.

  • Um bitcoin passou de US$ 7 mil no ano passado para US$ 60 mil em março deste ano.

O bitcoin, a principal criptomoeda do mundo atualmente, é conhecida por várias características: rede descentralizada, velocidade de transações e confiabilidade de registros. Mas também pela grande volatilidade de preços.

Patamar atual

Em março de 2021, o bitcoin atingiu patamares históricos, negociado a cerca de US$ 60 mil – um nível de preços inédito até então.

Por mais que os especuladores mais vorazes apontem a possibilidade de a criptomoeda atingir US$ 100 mil ainda em 2021, mesmo os patamares de US$ 60 mil já são sem precedentes.

Um dos principais motivos para essa valorização é o ingresso de grandes empresas e investidores institucionais, como a Tesla de Elon Musk, atualmente a montadora de veículos mais valiosa do mundo.

O anúncio de que a Tesla passará a aceitar bitcoins como forma de pagamento por seus veículos mexeu com a comunidade de criptomoedas, e fez subir a cotação do ativo digital.

Mas alguns especialistas apontaram para outro detalhe importante no anúncio de Musk, feito pelo Twitter: o de que os bitcoins recebidos em transações não serão convertidos para dólar, e serão armazenados em bitcoins.

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Ou seja, Musk planeja usar esses bitcoins para ampliar as reservas da empresa na criptomoeda, depois da aquisição de US$ 1,5 bilhão no começo do ano.

Esse anúncio é importante, pois mostra a confiança de Musk no futuro das criptomoedas, e sugere uma estratégia de “tudo ou nada”: agora, com a saúde financeira da Tesla atrelada à sobrevivência e prosperidade do ecossistema do bitcoin, Musk deve continuar avançando nesse território, para garantir que sua aposta saia vencedora no longo prazo.

A aposta da Tesla em bitcoins. (Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images)
A aposta da Tesla em bitcoins. (Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images)

Patamares anteriores

Mas nem foi sempre assim para o bitcoin – e o preço estava bem abaixo dos atuais patamares, um ano atrás.

Para se ter uma ideia, em março de 2020, o bitcoin era negociado a menos de US$ 7 mil. Ou seja, valorizou quase dez vezes.

E mesmo assim, nesse momento, o bitcoin já tinha estrada:

A criptomoeda, hoje a mais famosa e valiosa do mercado, começou a ser negociada publicamente em julho de 2010, a um valor baixíssimo comparado ao atual. Cada unidade da cripto valia apenas uma fração de dólar, ou cerca de US$ 0.08.

Para se ter uma ideia, se o ex-BBB Marcelo Dourado tivesse em 2010 investido todo o prêmio do programa, do qual saiu vitorioso, em bitcoins, ele teria hoje mais de R$ 1 trilhão.

Dourado seria hoje uma das cinco pessoas mais ricas do mundo, logo atrás do cofundador da Microsoft, Bill Gates, que tem uma fortuna avaliada em cerca de US$ 130 bilhões. O fundador da Amazon, Jeff Bezos, tem cerca de US$ 180 bilhões, em segundo, enquanto Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, tem quase US$ 200 bilhões, na primeira posição.

O ex-BBB teria mais dinheiro em caixa que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, que hoje possui cerca de US$ 95 bilhões.

Futuro

O bitcoin, apesar de viver um momento de extrema valorização, tem ainda vários desafios a superar. Entre eles, o alto custo energético de sua rede. Mas, também, no mais curto prazo, a legislação dos países.

Nações como o Marrocos, Nigéria e Índia já atuam para limitar as transações em criptos – ainda que o resultado seja uma explosão no número de transações.

No Brasil, um marco regulatório é estudado para definir melhor os limites das criptomoedas no país.

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