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Bitcoin é usada como proteção contra a inflação na Nigéria

A inflação e a forte desvalorização da moeda nacional da Nigéria, a naira, são os prováveis motivos que levaram muitos cidadãos do país a buscarem nos criptoativos uma maneira de preservarem suas riquezas. Os nigerianos estão investindo em ativos como Bitcoin e stablecoins para não verem suas economias se desfazerem com o sistema econômico da nação.

A moeda oficial da Nigéria sofre o forte impacto negativo da turbulência econômica global. A inflação está acima dos 18% e US$ 1 no país custa 416 nairas.

Vale destacar que o sentimento de pânico na população aumentou quando Godwin Emefiele, governador do Banco Central da Nigéria, na tentativa de combater a inflação, proibiu clientes de bancos, pessoas ricas e políticos de converterem a moeda local em dólar.

Godwin anunciou que um sistema de vigilância vai rastrear as transações, e que haverá punição para quem não cumprir as regras.

Assim como os nigerianos, investidores institucionais, como Tesla e MicroStrategy, investiram em Bitcoin e afirmaram ser uma forma de se proteger do aumento da inflação (Imagem:Reprodução/envato/jirkaejc)
Assim como os nigerianos, investidores institucionais, como Tesla e MicroStrategy, investiram em Bitcoin e afirmaram ser uma forma de se proteger do aumento da inflação (Imagem:Reprodução/envato/jirkaejc)

A situação levou muitos nigerianos a buscarem opções de investimento que pudessem servir de proteção contra a inflação. Com o governo rastreando as transações do sistema financeiro tradicional, uma maneira de fugir da fiscalização foi investir em Bitcoin e nas stablecoins.

A popular plataforma de negociação de criptomoedas Paxful confirmou que houve um crescimento do interesse dos nigerianos pelos ativos digitais durante o primeiro semestre do ano. “Na Nigéria, o volume de negociação no ano passado foi superior a US$ 760 milhões (R$ 4 bilhões), e o número de usuários no país ultrapassou a marca de dois milhões. E, apesar do agravamento da crise, a Paxful está vendo que o interesse pelo Bitcoin não está diminuindo. No primeiro semestre de 2022, o volume de negociação atingiu quase US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões)."

Outra empresa do mercado cripto também destacou o crescimento das negociações na Nigéria. A exchange LocalBitcoins revelou que nos últimos sete dias houve um aumento de 258% nas negociações de criptomoedas na plataforma entre os usuários localizados no país.

Turcos e argentinos também sofrem com inflação e correm para o Bitcoin

A crescente inflação da Turquia, que atualmente está em quase 80% em conjunto com a desvalorização da moeda nacional, tornou-se também a razão para muitos turcos converterem seus patrimônios em Bitcoin e Tether. Não muito tempo atrás, o governo incentivou as pessoas a entregar suas posses de ouro para o sistema bancário e, assim, ajudar o sistema financeiro.

A Argentina é outro país que luta contra dificuldades monetárias e caos político. No início de julho, o ministro da Economia, Martin Guzmán, renunciou ao cargo, o que gerou mais pânico entre os cidadãos do país. Nesse período de crise, muitos argentinos mudaram seu foco para as criptomoedas. De acordo com dados da CryptoYa, Binance e Lemon Cash, os tokens mais comprados foram de ativos com preços atrelados ao dólar americano, incluindo o Tether.

Fonte: Canaltech

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