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BioNTech/Pfizer produzirão vacina anticovid na África do Sul a partir de 2022

·3 minuto de leitura
Vacinação de pessoal de saúde contra a covid em 19 de maio de 2021 em uma casa de repouso perto de Klerksdorp, na África do Sul

As empresas farmacêuticas BioNTech e Pfizer anunciaram nesta quarta-feira (21) que o grupo Biovac realizará, a partir do início de 2022, uma etapa da produção de sua vacina anticovid-19 na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Os laboratórios "assinaram uma carta de intenções" com a Biovac que permitirá fornecer até 100 milhões de doses por ano, "exclusivamente para os 55 países-membros da União Africana", segundo um comunicado.

Esta será a primeira parceria para covid-19 da BioNTech/Pfizer fora da Europa e da América do Norte.

Para a Pfizer, a Biovac já produz a vacina Prevenar 13, contra as infecções por pneumococos.

A transferência de tecnologias e a instalação de máquinas necessárias para a embalagem, última etapa da fabricação, começarão "imediatamente", segundo um comunicado.

O soro será transportado de fábricas europeias dos dois laboratórios, que conservam o controle da produção do RNA mensageiro, a etapa mais delicada e crucial.

"Este é um passo essencial para reforçar o acesso duradouro às vacinas", e a colaboração "permitirá distribuir mais amplamente doses para pessoas em comunidades de difícil acesso, principalmente no continente africano", afirmou a presidente e diretora-geral da Biovac, Morena Makhoana.

As desigualdades geográficas ainda são evidentes, devido à pandemia. De um lado, estão as nações desenvolvidas, que aplicaram grandes programas de vacinação; do outro, os países mais pobres, muito atrasados. Apenas 1,6% das doses administradas no mundo foram aplicadas na África, continente que concentra 17% da população mundial, segundo dados coletados pela AFP.

"É uma grande e boa notícia", disse à AFP diretor do Centro Africano para Controle e Prevenção de Doenças (CDC África), John Nkengasong.

Na luta contra a pandemia, acrescentou, "cada ação conta".

De acordo com balanço recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 2% dos africanos (16 milhões de pessoas) estão completamente imunizado.

Outra vacina da covid-19, o imunizante de dose única Janssen, da Johnson & Johnson, também está sendo embalada em uma fábrica na África do Sul.

- Suspensão de patentes -

Para acelerar as campanhas de vacinação, vários países emergentes e ONGs pedem a suspensão das patentes para permitir a produção em massa de fármacos anticovid-19.

Estados Unidos e França são a favor, enquanto a Alemanha prefere os acordos de produção.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que lidera a luta pela suspensão temporária destes direitos de propriedade intelectual, quer dar a seu país um papel de destaque no processo de produção da vacina de RNA mensageiro.

"Vemos que não podemos confiar nas vacinas feitas fora da África, porque elas não chegam nunca", disse ele em junho, na inauguração de um centro de transferência de tecnologia para vacinas de RNA mensageiro.

Antes da produção local de imunizantes, que chegará tarde demais para enfrentar o atual aumento do número de casos pela propagação da variante Delta, a África depende, principalmente, do mecanismo Covax e de doações para obter vacinas.

Até 20 de julho, o sistema Covax, destinado a garantir que os países desfavorecidos tenham um acesso equitativo às vacinas contra a covid-19, distribuiu mais de 135 milhões de doses em 136 países.

A Pfizer e a BioNTech "continuarão avaliando" as opções para ampliar a rede de produção, especialmente na América Latina, disse Bourla.

"Nosso objetivo é permitir a produção e a distribuição da nossa vacina em todos os continentes", acrescentou o cofundador e diretor da BioNTech, Ugur Sahin.

Até o momento, mais de um bilhão de doses foram entregues em uma centena de países, ou territórios.

ys/smk/sg/erl/mar/zm/aa/tt

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